Difícil de ser desmontado defensivamente, Marrocos chega para enfrentar a seleção brasileira mantendo a organização que o levou ao protagonismo recente no futebol internacional, mas com uma proposta mais agressiva sem a bola.

A principal arma marroquina parece ser justamente a pressão coordenada sobre a saída de bola rival, especialmente pelo lado direito, onde Hakimi costuma acelerar a recomposição para transformar defesa em ataque.

Com a posse, Marrocos inicia suas jogadas a partir do goleiro Bono, peça importante na construção com passes curtos e na primeira fase de organização ofensiva. O time sofreu duas baixas no grupo de convocados. O zagueiro Nayef Aguerd e o atacante Abde Ezzalzouli foram cortados por lesão. O zagueiro Marwane Saadane, que joga na Arábia Saudita, e o atacante Amine Sbai, do futebol francês, foram convocados como substitutos.

O estilo é moldado atualmente pelo técnico Mohamed Ouahbi. Desde sua chegada, a equipe deixou para trás o tradicional 4-3-3 utilizado por Walid Regragui —comandante da histórica campanha no Qatar, quando Marrocos terminou em quarto lugar, melhor campanha de uma seleção africana— e adotou um modelo mais próximo do 3-2-4-1, alinhado a tendências das principais seleções do futebol atual.