Guia lançado pelo Visit Rio orienta turistas e operadores sobre segurança e preservação durante a temporada desses mamíferos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Temporada de baleias jubarte de passagem pelo Rio de Janeiro tem alta de passeios e registros no litoral — Foto: Reprodução / Visit Rio RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 19:58 "Guia de Observação Segura de Baleias Jubarte no Rio de Janeiro" A temporada de baleias jubarte no Rio de Janeiro registra aumento de passeios e avistamentos, exigindo cuidados para não perturbar os animais. O Visit Rio lançou um guia com práticas seguras para observação, destacando a importância de manter distância e respeitar o comportamento natural das baleias. Esta iniciativa visa garantir um turismo sustentável e conscientizar sobre a preservação dos oceanos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O aumento dos avistamentos de baleias jubarte no litoral do Rio de Janeiro e a crescente procura por passeios de observação têm movimentado as águas fluminenses, com os mares cariocas inclusos. Os pesados e calmos animais precisam de tranquilidade para seguirem seu curso rumo ao Banco de Abrolhos, na Bahia, importante zona de reprodução da espécie. Gigantes de toneladas, ainda assim são sensíveis a perturbações, como barulhos emitidos por embarcações e aproximações, incluindo mergulhadores. Acompanhando esse cenário turístico em crescimento e efervescência, o Visit Rio lança um guia de boas práticas para a temporada de migração da espécie. A iniciativa busca orientar turistas e operadores de embarcações sobre formas de acompanhar o fenômeno anual, que pode se estender até agosto, sem causar impactos aos animais. No município do Rio, por exemplo, um dos principais pontos tem sido as proximidades das Ilhas Cagarras, berço de tantas outras vidas marinhas. Produzida em parceria com as empresas Let’s Go Sea e Saveiros Tour, a cartilha reúne recomendações de segurança marítima e preservação ambiental baseadas em normas do Ibama e protocolos do Instituto Baleia Jubarte. O material está disponível em versão digital e pretende ajudar a organizar uma atividade que vem ganhando popularidade, impulsionada pelas redes sociais. “O crescimento rápido da demanda, no entanto, também acendeu um alerta, com embarcações navegando em áreas inadequadas e preocupando instituições ligadas à preservação ambiental. Queremos que as baleias continuem proporcionando esse espetáculo em nossa cidade, mas, para que isso aconteça de forma sustentável, é fundamental que todos estejam alinhados às boas práticas”, disse Luiz Strauss, presidente-executivo do Visit Rio. O que diz o guia Entre as principais orientações para o avistamento responsável estão: Manter distância mínima de 100 metros das baleias;Não interceptar a rota dos animais;Evitar manobras que alterem o comportamento natural da espécie;Respeitar as regras de navegação e preservação ambiental;Priorizar a observação sem interferência direta na movimentação dos cetáceos. Além da preocupação com a conservação das jubartes, o guia destaca os cuidados necessários para a realização dos passeios em mar aberto. Segundo operadores do setor, a aproximação excessiva pode representar riscos tanto para os animais quanto para as embarcações. — Não é um passeio de churrasco ou uma saída recreativa comum na Baía de Guanabara. É uma experiência de observação em oceano aberto, e as pessoas precisam estar preparadas para isso. Mesmo um toque leve pode ser perigoso. A embarcação tem hélice, leme, e a baleia pode chegar a 40 toneladas e 16 metros de comprimento — explicou Luiz Nogueira, proprietário da Let’s Go Sea. Todos os anos, as jubartes percorrem milhares de quilômetros entre a Antártida e a costa brasileira em uma das maiores migrações do planeta. Após meses se alimentando de krill (animais semelhantes ao camarão) nas águas geladas do extremo sul, os animais seguem em direção ao litoral da Bahia, especialmente ao arquipélago de Abrolhos, onde ocorre a reprodução da espécie. No caminho, elas passam pela costa fluminense. Segundo as empresas responsáveis pelos passeios, os registros nas proximidades das Ilhas Cagarras cresceram nos últimos anos e, em algumas temporadas, os animais chegaram a circular entre as ilhas do arquipélago. Os passeios também costumam registrar a presença de golfinhos, botos, pinguins e outras espécies marinhas. As saídas duram entre cinco e seis horas e são realizadas em mar aberto, sendo o período da manhã considerado o mais favorável para observação devido às condições mais estáveis do oceano. Para Fernanda Gularte, bióloga da Saveiros Tour, a atividade tem potencial para ampliar a conscientização ambiental e fortalecer a relação do público com a preservação dos oceanos. — As pessoas precisam entender que esse é um turismo ecológico, sustentável, e não um turismo predatório. A gente só preserva aquilo que conhece, aquilo que emociona e aquilo com que cria conexão. O turismo ecológico tem um papel fundamental de aproximar as pessoas das questões ambientais e da preservação dos oceanos — disse.
Temporada de baleias jubarte de passagem pelo Rio de Janeiro tem alta de passeios e registros no litoral, e exige cuidados
Guia lançado pelo Visit Rio orienta turistas e operadores sobre segurança e preservação durante a temporada desses mamíferos







