É ano de Copa do Mundo e, no Brasil, o futebol entra nas conversas, na rotina e também nos livros. Em meio ao clima de arquibancada, várias obras chegam ao mercado investigando o país em torno da bola.
Quando lançou "As Regras", uma autoficção narrada de Copa em Copa, Lilian Sais ouviu de amigos que leriam o romance "apesar de não gostar de futebol". A reação resgata um velho estereótipo brasileiro de que literatura e futebol habitariam universos opostos —um no campo da intelectualidade e outro na cultura popular.
Na contramão, a Feira do Livro aparece como exemplo bem-humorado, promovendo desde o ano passado partidas amistosas entre escritores e escritoras que desafiam essa lógica de mundos separados.
A maneira mais óbvia de aproximá-los, no entanto, é escrevendo sobre futebol. E às vésperas de uma edição da Copa do Mundo que desperta o desinteresse de 54% da população brasileira —maior percentual desde que o Datafolha começou a fazer essa pesquisa, em 1994— a resposta pode estar nos livros.
Veja abaixo obras lançadas nos meses que antecedem a Copa do Mundo de 2026 e que exploram a dimensão emocional do evento.
















