A seleção brasileira que estreia neste sábado (13) na Copa do Mundo inova, para os costumes nacionais, ao disputar a competição treinada por um estrangeiro. Abre-se, dessa forma, a diferentes ideias e práticas, em particular da Europa, que há um bom tempo abriga os maiores recursos financeiros e humanos do futebol.

Será difícil encontrar outra decisão digna de elogios na caótica preparação da equipe. Demitiu-se o técnico Tite, dos últimos dois Mundiais, sem um substituto assegurado. Três nomes foram experimentados no posto, sem critério de escolha claro, até que o italiano multicampeão Carlo Ancelotti aceitasse a missão há pouco mais de um ano.

Mesmo depois disso, a bagunça prosseguiu com o afastamento, por decisão judicial, de Ednaldo Rodrigues da presidência da CBF, após uma longa controvérsia sobre sua eleição.

Não surpreende que esse tenha sido um período de resultados e desempenho sofríveis para uma potência do esporte —o que foi agravado pela sequência de lesões de Neymar, principal jogador brasileiro desde a década passada. Com baixas recentes de outros atletas, o time iniciará a competição com escalação e estratégia não testadas o bastante.

Com tudo isso, desfez-se o favoritismo de anos anteriores —o que não quer dizer que o Brasil não possa fazer bom papel ou mesmo terminar campeão.