Os serviços e sistemas de informação do Serviço Nacional de Saúde afectados nesta sexta-feira por uma falha de energia foram sendo repostos ao longo do dia e estão "praticamente todos operacionais", indicou a entidade gestora.Em resposta à agência Lusa, fonte dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) esclareceu que, "ao longo do dia, os serviços e sistemas foram progressivamente repostos, sendo que, neste momento, já se encontram praticamente todos operacionais".A mesma fonte acrescentou que a emissão de receitas e dispensa de medicamentos nas farmácias "esteve sempre garantida, uma vez que, neste tipo de situações, a Portaria n.º 224/2015, de 27 de Julho, prevê que a prescrição de medicamentos possa, excepcionalmente, realizar-se por via manual". A legislação prevê também que, caso se mostre impossível a consulta da receita desmaterializada, a farmácia proceda à dispensa.Ainda segundo a fonte, a SPMS está a preparar um segundo pólo da sua infra-estrutura central, que deverá estar pronto até ao final do ano para assegurar "maior redundância e garantia de disponibilidade" dos sistemas.Uma falha de energia causou, nesta sexta-feira de manhã, perturbações no acesso a serviços e sistemas de informação do SNS. Segundo disse então a SPMS, que gere o desenvolvimento e segurança de todos os sistemas de informação e infra-estruturas tecnológicas do Serviço Nacional de Saúde, a ocorrência afectou o acesso a alguns serviços e sistemas de informação que suportam a actividade do SNS."Os serviços e sistemas estão a ser progressivamente repostos, esperando-se que regresse tudo à normalidade com a maior brevidade", afirmaram os SPMS numa resposta à agência Lusa pelas 11h.A situação foi denunciada à Lusa pelo secretário regional do Norte do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Hugo Cadavez, segundo o qual uma falha informática estava a paralisar os cuidados de saúde primários em todo o país, impedindo o acesso aos processos clínicos dos utentes, a prescrição de medicamentos e a requisição de exames.Segundo o dirigente sindical, a interrupção dos sistemas informáticos começou cerca das 8h50 e provocou constrangimentos na actividade dos centros de saúde. Nos hospitais, acrescentou, os constrangimentos verificaram-se nos sistemas que dependem de ligação à Internet.A situação também estava a afectar as farmácias, que não conseguiam aceder à base de dados de prescrições e, por isso, ficaram impedidas de fazer a dispensa electrónica, disse então à Lusa a presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), Ema Paulino.
Sistemas do SNS afectados por falha de energia estão “praticamente todos operacionais”
Fonte dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde garantiu que, apesar da falha de energia, a dispensa de medicamentos e emissão de receitas esteve sempre garantida.








