Silencioso e, na maioria das vezes, sem apresentar sintomas, o colesterol alto costuma ser identificado apenas durante exames de rotina. Apesar disso, trata-se de um importante fator de risco para doenças cardiovasculares. Quando os níveis estão elevados, especialmente do LDL, conhecido como “colesterol ruim”, ocorre um acúmulo de gordura nas paredes das artérias, favorecendo a formação de placas que dificultam a passagem do sangue.
Com o tempo, esse processo pode comprometer a circulação sanguínea e aumentar significativamente o risco de problemas graves, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e trombose. Segundo a endocrinologista Dra. Deborah Beranger, o colesterol alto costuma ter relação tanto com hábitos de vida quanto com predisposição genética.
“As causas de um colesterol alto são o excesso de álcool, o sedentarismo, uma alimentação rica em gordura e a genética. A maioria dos pacientes que tem tendência ao colesterol elevado possui um histórico familiar importante, com pai ou mãe também apresentando a condição. Por isso, na grande maioria das vezes, esses pacientes vão precisar de medicação em algum momento da vida”, explica.
É nesse contexto que entram as estatinas, medicamentos amplamente utilizados para reduzir os níveis de colesterol e proteger o sistema cardiovascular.








