A Câmara de Lisboa disse hoje que vai "apoiar quem mais precisa" nas refeições escolares e não "agregados com rendimentos de 100 mil euros por mês", justificando o corte do desconto a alunos não abrangidos por acção social.Em causa está uma notícia de hoje do Expresso, sobre uma proposta do vereador da Educação, Rodrigo Mello Gonçalves (IL), que vai à reunião camarária da próxima semana e que exclui o actual desconto de 50% nas refeições escolares a crianças e jovens que não beneficiam de Acção Social Escolar (ASE) (cerca de 60% dos alunos que frequentam as escolas públicas em Lisboa), no próximo ano lectivo, mantendo a comparticipação a 100% nas refeições escolares para alunos dos escalões A e B da ASE e com Necessidades de Saúde Especiais (NSE), bem como o desconto de 50% para alunos do escalão C da ASE.A oposição criticou a "opção política" da liderança maioritária PSD/CDS-PP/IL liderada por Carlos Moedas (PSD), com PS e BE a defender a gratuitidade das refeições escolares para todos os alunos do ensino público."A proposta da CML para o ano lectivo seguinte baseia-se num pressuposto claro: apoiar quem realmente precisa, em função dos seus rendimentos, e não, como agora propõe o PS, usar os impostos dos lisboetas para subsidiar agregados com rendimentos de 100 mil euros por mês", afirmou o vereador com o pelouro da Educação, Rodrigo Mello Gonçalves (IL), em resposta escrita à Lusa.
Câmara de Lisboa diz apoiar “quem realmente precisa” nas refeições escolares
Autarquia liderada por Carlos Moedas quer acabar com o desconto de 50% a alunos que não beneficiam de Acção Social Escolar, criado em 2024. PS e Bloco dizem que votarão contra a alteração.






