Refinarias brasileiras venderam mais de 100 milhões de litros de nafta para uma empresa investigada por suposto envolvimento em um esquema de fraude envolvendo o PCC (Primeiro Comando da Capital), segundo documentos vistos pela Reuters e uma pessoa próxima ao caso.

Um dos principais fornecedores era a Riograndense, refinaria no Rio Grande do Sul controlada por Petrobras, Braskem e Ultrapar, mostram documentos da agência reguladora de petróleo ANP.

A produtora de solventes Petrodansk, que recebeu a nafta, é acusada pelo MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) de desviá-la para postos de gasolina em um esquema de contrabando de combustível e lavagem de dinheiro ligado ao PCC, segundo uma pessoa próxima à investigação.

A apuração em curso sobre a Petrodansk e sua cadeia de suprimentos destaca os riscos para os principais atores do vasto setor energético brasileiro decorrentes de uma nova medida dos EUA para reprimir a facção criminosa e suas supostas fontes de renda.

Os EUA designaram o PCC como uma "organização terrorista estrangeira" este mês, abrindo caminho para penalidades mais severas para empresas que trabalham direta ou indiretamente com o grupo, embora essas consequências mais rigorosas não se apliquem a atividades anteriores à designação de terrorismo.