O Ministério da Agricultura alertou que a decisão do governo Donald Trump de propor uma tarifa contra o Brasil com base em alegações relacionadas ao trabalho forçado "cria risco reputacional e comercial" para o país no exterior.
A avaliação, assinada pela representação da pasta (adidância) na embaixada brasileira em Washington, consta em documento interno obtido pela Folha. O relatório analisa possíveis impactos para a economia brasileira das conclusões preliminares do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA), divulgadas na noite de terça-feira (2).
"Embora o documento não trate apenas do Brasil, a inclusão brasileira na lista de economias consideradas sem proibição efetiva de importação de bens produzidos com trabalho forçado cria risco reputacional e comercial. O tema pode afetar a percepção sobre cadeias produtivas brasileiras, especialmente em setores com exposição a debates internacionais sobre rastreabilidade, sustentabilidade, conformidade trabalhista e due diligence [procedimentos de conformidade]", diz o documento.
"Além disso, a medida proposta tem caráter transversal: caso adotada, poderá alcançar produtos industriais e agroindustriais não excluídos [pela lista de exceções], gerando aumento de custo para importadores norte-americanos e possível perda de competitividade para exportadores brasileiros".







