Organização sediada na Califórnia alega violação à liberdade de expressão e pede autorização para que torcedores exibam símbolo associado ao Irã pré-revolução de 1979. 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Manifestante com bandeira pré-revolucionária do Irã durante ato em Los Angeles — Foto: Sarah LAI / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 05:12 Torcedores processam Fifa nos EUA por banir bandeira do Irã pré-1979 na Copa 2026. Torcedores processam a Fifa nos EUA por proibir bandeira iraniana pré-revolução de 1979 nos estádios da Copa de 2026, alegando violação à liberdade de expressão. A ação, movida pelo Instituto para as Vozes da Liberdade, busca autorização para exibir o símbolo e compensação para aqueles impedidos. A Fifa considera a bandeira manifestação política, mas não detalha regulamentos infringidos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma nova disputa envolvendo política, identidade nacional e liberdade de expressão chegou à Copa do Mundo de 2026. A Fifa passou a enfrentar uma ação judicial nos Estados Unidos após proibir a entrada da bandeira iraniana pré-revolucionária — conhecida como bandeira do Leão e do Sol — nos estádios que receberão partidas do torneio. De acordo com o The Athletic, o processo foi apresentado no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles pelo Instituto para as Vozes da Liberdade, organização sem fins lucrativos sediada na Califórnia que afirma atuar na defesa da liberdade de expressão da comunidade iraniana. O grupo já havia alertado, no mês passado, que recorreria à Justiça caso a entidade máxima do futebol mantivesse a restrição ao símbolo. A ação pede que os tribunais americanos reconheçam a ilegalidade da proibição em território californiano, autorizem a presença da bandeira nos estádios da Copa e determinem eventual indenização para torcedores que venham a ser impedidos de acessar as arenas por portarem o símbolo. No centro da controvérsia está uma bandeira historicamente associada ao período anterior à Revolução Islâmica de 1979. O estandarte é semelhante à atual bandeira iraniana, mas exibe a figura de um leão e um sol em sua parte central. O símbolo remete ao regime do xá Mohammad Reza Pahlavi, deposto durante a revolução que levou ao poder o atual governo iraniano. Um dos autores da ação, Sam Kermanian, diretor do Instituto para as Vozes da Liberdade, afirma que pretende levar a bandeira para partidas disputadas no SoFi Stadium, em Los Angeles, e no Levi's Stadium, em Santa Clara. Segundo ele, os estádios utilizados pela Copa funcionariam, durante o evento, como grandes espaços públicos abertos à população, o que garantiria proteção constitucional à manifestação simbólica. A Fifa, por sua vez, não respondeu diretamente sobre a bandeira quando questionada anteriormente. Em vez disso, encaminhou uma lista de itens proibidos nos estádios, incluindo materiais considerados políticos, ofensivos ou discriminatórios. A interpretação da entidade é de que a bandeira pré-revolucionária se enquadra na categoria de manifestação política. Fontes com conhecimento da posição da Fifa confirmaram à imprensa internacional que esse entendimento orienta a política adotada para o Mundial. Ainda assim, a entidade não detalhou publicamente qual dispositivo específico de seus regulamentos estaria sendo infringido nem esclareceu como a fiscalização será realizada na prática. A discussão não é inédita. Durante a Copa do Mundo de 2022, no Catar, houve relatos de tratamento desigual a torcedores que portavam a bandeira do Leão e do Sol. Enquanto alguns foram obrigados a entregar o símbolo durante as revistas de segurança, outros conseguiram entrar nos estádios sem restrições.
Torcedores processam Fifa após veto à antiga bandeira iraniana nos estádios da Copa do Mundo; entenda
Organização sediada na Califórnia alega violação à liberdade de expressão e pede autorização para que torcedores exibam símbolo associado ao Irã pré-revolução de 1979.
















