0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Treino da seleção brasileira, que estreia na Copa neste sábado — Foto: Rafael Ribeiro/CBF RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/06/2026 - 22:11 Brasil mantém esperança na Copa do Mundo apesar de tumultos Apesar de uma preparação tumultuada, o Brasil ainda tem chances na Copa do Mundo devido à natureza imprevisível do torneio. A história mostra que o caos não é exclusivo, com seleções como a Argentina de Scaloni e o Brasil de 2002 alcançando sucesso em meio à desordem. A competição é decidida em detalhes e, apesar dos problemas, o Brasil possui talentos como Vinicius Júnior que podem fazer a diferença. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O primeiro motivo é simples: a Copa do Mundo ainda não criou um manual de instruções. Das últimas campeãs, Alemanha e França tiveram quatro anos estáveis antes de ganharem suas taças, mas a Argentina deu um ciclo inteiro a Scaloni de forma quase culposa: uma AFA anárquica tentou, mas não conseguiu contratar um técnico. O interino foi ficando e ganhou a Copa. Já o Brasil de 2002 viveu o caos: teve quatro treinadores, até Felipão assumir a um ano da Copa. Soa familiar? Claro que a desordem não pode ser uma fórmula, e o Brasil escolheu um caminho que reduz suas probabilidades. Se hoje Ancelotti se vê cercado de dúvidas às vésperas da estreia, é justamente porque teve pouco tempo para experimentar jogadores e resolver problemas criados pelas inevitáveis lesões. Mas há mais a que se apegar. Este é um torneio de margens pequenas, de jogos decididos em detalhes. O Brasil tem um técnico experiente e segue tendo talentos capazes de ganhar partidas: Vinicius Júnior foi o melhor jogador do mundo há duas temporadas, e Raphinha esteve entre os melhores no último ano. E há algo ainda mais importante: o futebol de seleções é muito diferente do que nos habituamos a ver, semana após semana, na elite dos clubes europeus. Ali o dinheiro compra a perfeição, os superelencos. Nas equipes nacionais, as nacionalidades são o limite. Naturalizações à parte, a regra ainda é a formação de equipes num universo limitado de jogadores que se reúnem eventualmente e treinam juntos menos do que nos clubes. As seleções são um ambiente de times imperfeitos, e não um universo em que uma elite pratica um padrão inacessível à imensa maioria dos seus rivais. As seleções não são os melhores times de futebol do mundo. E são forças cada vez mais parelhas. A Espanha, que joga o melhor futebol coletivo no mundo das seleções, tem suas interrogações. Rodri, pilar do meio-campo, não reencontrou seu melhor nível desde a lesão no joelho. Lamine Yamal e Nico Williams, homens do drible no ataque, lutam contra contusões recentes. E Oyarzabal, usado como um ótimo falso 9, é uma solução para a falta de um centroavante de elite. Portugal tem talentos aos montes, mas a estrutura que montou para defender nos últimos amistosos pareceu suicida: seus zagueiros sofrem ao se verem expostos quando o time pressiona de forma individual. E Cristiano Ronaldo gera debates: é possível pressionar a saída de bola rival com ele em campo? O quanto ele, aos 41 anos, pode contribuir além das finalizações? A campeã Argentina não conseguiu renovar sua defesa, em especial as laterais. No ataque, a saída de Di María ainda não deu ao time opções de grande nível e que tenham velocidade pelos lados. Sem contar uma preparação tomada por celebrações e nenhum amistoso de nível. Quanto a Messi, é difícil decretar o tamanho de sua participação nos jogos. A Alemanha teve imensos problemas defensivos nos últimos anos, e a falta de laterais confiáveis a faz usar Kimmich, um dos melhores meias do mundo, pelo lado direito. Já a aposentadoria de Kroos é uma perda difícil de repor. Por fim, existe a França. É difícil achar defeitos nesse elenco, mas igualmente difícil achar, nos últimos torneios, grandes exibições. O time jogou mal a última Eurocopa, com dificuldade para criar chances de gol mesmo com tantos atacantes brilhantes. A questão é coletiva, é a acomodação de tantos talentos. Claro que o Brasil tem seus defeitos: não há laterais como em outros tempos, tampouco um camisa 9 com grande status. A questão é que as distâncias não são grandes, tampouco há times perfeitos. Mesmo fazendo tudo errado, o futebol e a Copa permitem vencer. Envie sua pergunta para esporteglb@oglobo.com.br
A pergunta do Mansur: Mesmo tendo feito tudo errado, por que Brasil tem chance?
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