Olivia Rodrigo foi a primeira estrela pop revelação desta década, uma ex-atriz do Disney Channel que estabeleceu um novo modelo para composições específicas e confessionais em escala massiva.

Em hits de bilhões de streams como "Drivers License" e "Good 4 U", Rodrigo, agora com 23 anos, construiu uma carreira com base em dois impulsos musicais complementares: baladas poderosas e um pop-punk exasperado. Em seus dois primeiros álbuns, "Sour" e "Guts", suas músicas tinham alvos; a fúria que ela canalizava acertou em cheio uma frequência que ativou uma legião de jovens fãs femininas.

Agora, do outro lado do que Rodrigo chama de seu primeiro "relacionamento de gente grande", o terceiro álbum da cantora e compositora, "You Seem Pretty Sad For a Girl So in Love", que chega às plataformas nesta sexta (12), dá um passo atrás e depois aproxima o zoom.

Ao longo de 13 músicas, Rodrigo avalia um relacionamento fadado ao fracasso do início ao término em detalhes em tempo real —a emoção crua de uma nova conexão ("Drop Dead", que estreou em primeiro lugar), o abandono de se apaixonar perdidamente ("stupid song", "u + me = <3"), as inquietações inexplicáveis ("Maggots for Brains", "My Way"), as percepções de revirar o estômago ("Begged"), a aceitação do fim ("Cigarette Smoke").