Há menos de quatro anos, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) consultava a cúpula militar sobre a possibilidade de reversão dos resultados da eleição de 2022, da qual Lula (PT) saiu vencedor.

Nos anos anteriores, Bolsonaro vinha incutindo entre os eleitores a desconfiança em relação às urnas eletrônicas, por meio de uma série de acusações infundadas que disseminava em uma aparição pública após a outra.

A democracia brasileira atravessou um período de grave crise —como atestaram os principais índices de monitoramento globais—, mas, no fim, não houve golpe. Passada a tempestade, novo livro do Laut (Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo), instituição independente e privada, dá um passo atrás para examinar quais fatores permitiram o avanço do autoritarismo no país e, principalmente, como revertê-los.

"Como Desarmar o Autoritarismo no Brasil: Uma Agenda para a Desradicalização", publicado pela editora Tinta da China Brasil, chega às livrarias neste sábado (13). Treze pesquisadores colaboraram com o livro, organizado por Conrado Hübner Mendes, diretor do Laut e colunista da Folha, Fernando Romani Sales, pesquisador do instituto, e Lucas Petroni, professor de ciência política na FGV (Fundação Getúlio Vargas).