O chefe de gabinete da Presidência da Argentina, Manuel Adorni, admitiu ter ocultado pelo menos 500 mil dólares (2,5 milhões de reais) em suas declarações financeiras, alegando que economizava "por baixo dos panos, como todo mundo" no país, em meio a questionamentos sobre seu patrimônio.
Adorni, aliado importante do presidente Javier Milei, foi envolvido em controvérsia há mais de três meses devido a revelações sobre compras de imóveis e viagens luxuosas em família. Ele declarou ao canal de notícias LN+ que apresentou uma declaração revisada com correções ao Escritório Anticorrupção nesta quarta-feira (10).
"É claro que cometi um erro. Pagarei todos os impostos que devo, todas as multas, todos os juros, tudo o que decorrer desse erro", afirmou.
Essas informações também serão incorporadas à investigação judicial em andamento sobre as supostas discrepâncias em sua declaração de bens.
Segundo o relato do ministro, todo o dinheiro veio de suas atividades privadas e investimentos em criptomoedas entre 2014 e 2018, antes de assumir o cargo de porta-voz presidencial em dezembro de 2023. "Resumindo, investimos cerca de 200 mil dólares e ganhamos aproximadamente 300 mil dólares", disse ele.










