Manuel Adorni afirmou que os recursos vieram de investimentos privados e em criptomoedas antes de entrar no governo; nova declaração será incorporada à investigação sobre supostas inconsistências em seu patrimônio 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O Chefe de Gabinete da Argentina, Manuel Adorni, em Buenos Aires, em 2 de abril de 2026 — Foto: LUIS ROBAYO / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/06/2026 - 15:47 Chefe de Gabinete de Milei admite não declarar US$ 500 mil poupados em criptomoedas Manuel Adorni, chefe de gabinete do presidente argentino Javier Milei, admitiu não ter declarado US$ 500 mil, alegando que poupava "por fora, como muitos argentinos". O valor é oriundo de investimentos privados e em criptomoedas antes de ingressar no governo. Adorni prometeu corrigir o erro e pagar as devidas multas. A declaração revisada será incorporada à investigação sobre inconsistências patrimoniais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O chefe de gabinete da Argentina, Manuel Adorni, admitiu ter ocultado pelo menos US$ 500 mil (cerca de R$ 2,5 milhões) de suas declarações patrimoniais, argumentando que poupava dinheiro "por fora, como todos" os seus compatriotas, em meio a questionamentos sobre seu patrimônio. O principal ministro do presidente argentino, Javier Milei, envolvido em controvérsia há mais de três meses devido a revelações sobre compras de imóveis e viagens luxuosas em família, afirmou ao canal de notícias LN+ que apresentou uma declaração revisada com correções ao Escritório Anticorrupção na quarta-feira. — Claro que cometi um erro. Vou pagar até o último imposto que me corresponder, até a última multa, todos os juros, tudo o que decorrer desse erro — afirmou. As informações também serão incorporadas à investigação conduzida pela Justiça sobre supostas inconsistências em seu patrimônio. Segundo o relato do ministro, todo o dinheiro teve origem em sua atividade privada e em investimentos em criptomoedas entre 2014 e 2018, antes de assumir o cargo de porta-voz presidencial em dezembro de 2023. — Reconstituindo a história, investimos cerca de US$ 200 mil (aproximadamente R$ 1 milhão) e ganhamos aproximadamente US$ 300 mil (R$ 1,5 milhão) — disse. Adorni reconheceu que ele e sua esposa optaram por manter esses recursos sem declarar porque "a maneira de escapar da velha política era ter uma poupança por fora". Muitos argentinos historicamente desconfiam do sistema bancário, marcado por sucessivas crises econômicas e fortes picos inflacionários. O reconhecimento desses fundos não declarados representa uma mudança no discurso do chefe de Gabinete, que declarou ao Congresso em 29 de abril que "nunca houve ocultação" de seu patrimônio. Adorni, de 46 anos, tornou-se um dos colaboradores mais importantes de Milei durante sua atuação como porta-voz presidencial, cargo que deixou em novembro para assumir a Chefia de Gabinete. O presidente ultraliberal mantém apoio irrestrito a Adorni. Em diferentes ocasiões, afirmou saber que o ministro "tem tudo em ordem". A polêmica começou em março, quando a imprensa voltou sua atenção para uma viagem oficial a Nova York na qual Adorni levou a esposa, além de viagens de férias em jato particular com a família. Outros vazamentos desencadearam uma investigação judicial sobre a compra, nos últimos dois anos, de imóveis que não teriam sido declarados. O ministro ainda não foi convocado a prestar depoimento no âmbito dessa investigação.