Entidade defende que mudanças na carga horária devem ocorrer por negociação coletiva e alerta para possíveis efeitos sobre emprego, custos e produtividade 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Representantes do setor produtivo acompanham o debate sobre a jornada de trabalho, tema que mobiliza empresas, trabalhadores e parlamentares em todo o país — Foto: Divulgação A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) vem participando ativamente dos debates em torno da proposta de redução da jornada de trabalho, com o fim da chamada escala 6x1. A entidade tem alertado que a adoção de um limite uniforme de 40 horas vai gerar impactos negativos no emprego, nos pequenos negócios e na capacidade produtiva de setores intensivos em mão de obra. Segundo a avaliação da CNC, a mudança constitucional aprovada na Câmara dos Deputados desconsidera as especificidades do comércio de bens, serviços e turismo – setores marcados por sazonalidade, funcionamento contínuo, horários estendidos e necessidade de atendimento presencial. Em nota divulgada na imprensa, a Confederação destaca que a atual limitação constitucional de 44 horas resulta de um equilíbrio construído na Assembleia Nacional Constituinte entre proteção ao trabalhador e preservação da competitividade econômica. Embora reconheça a legitimidade do debate sobre a redução da jornada, a CNC ressalta que a alteração direta da Constituição vai impor custos adicionais relevantes às empresas, exigindo reestruturação de escalas, revisão de contratos e reorganização operacional. “A CNC sempre tem defendido que a legislação trabalhista em vigor já oferece os caminhos para uma redução da jornada por meio da negociação coletiva, no exercício pleno das relações entre empregadores e trabalhadores, tornando a alteração da lei uma medida desnecessária, equivocada e um risco para a economia do país”, diz a nota da Confederação, apelando para que os parlamentares levem em consideração as ponderações e alertas do setor produtivo no debate a ser realizado no Senado Federal.