O Fundo Amazônia arrecadou R$ 2,6 bilhões em doações de oito países e da União Europeia e aprovou o investimento de quase R$ 4,3 bilhões em projetos entre 2023 e maio deste ano. Os resultados contrastam com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), durante o qual nenhum novo projeto foi aprovado e as doações foram paralisadas.

A média do valor total dos projetos aprovados durante o terceiro ano do governo Lula (PT) foi de quase R$1,3 bilhão por ano, considerados os dados entre 2023 e 2025. O número é quatro vezes maior do que a média entre 2009 e 2018.

Os dados foram divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) nesta quinta-feira (11). A pasta é responsável por estabelecer as prioridades e direcionamento do fundo, enquanto o BNDES opera e executa os recursos.

Atualmente, contribuem com o fundo Noruega, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca, Suíça, Irlanda e Japão, além da União Europeia. Do valor total, R$ 2 bilhões já foram contratados e R$ 600 milhões ainda terão os contratos fechados.

O maior valor já fechado desde o início do novo governo é proveniente da Noruega: R$ 618 milhões. O segundo lugar é do Reino Unido, que contribui com R$ 555 milhões.