Imagem aérea da floresta amazônica — Foto: Mauro Pimentel/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/06/2026 - 17:49 Fundo Amazônia quadruplica aprovações e atrai 9 doadores internacionais em 2023 Desde a retomada em 2023, o Fundo Amazônia quadruplicou suas aprovações anuais, atingindo R$ 1,3 bilhão, comparado aos R$ 300 milhões entre 2009 e 2018. Após a inatividade no governo Bolsonaro, o fundo agora conta com nove doadores internacionais. Até 2023, foram firmados R$ 2,4 bilhões em novos acordos. A média de projetos anuais cresceu 50%, beneficiando 650 organizações e diversas comunidades indígenas e quilombolas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Desde a retomada em 2023, a média de aprovações do Fundo Amazônia chegou a R$ 1,3 bilhão. Criado em 2008, o mecanismo financia ações de redução de emissões provenientes da degradação florestal e do desmatamento. A média anual de aprovações entre 2009 e 2018 foi de R$ 300 milhões. Assim, o fundo quadruplicou o ritmo anual de aprovação de projetos desde a retomada. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na abertura da 36ª Reunião do Comitê Orientador do Fundo Amazônia (COFA), realizada na sede da ApexBrasil, em Brasília. Importante lembrar que, durante o governo Bolsonaro, o fundo ficou praticamente desativado. Os repasses de novas doações e as contratações de novos projetos ficaram zerados durante os quatro anos. Até 2018, o mecanismo contava com dois doadores, Noruega e Alemanha. A partir de 2023, novos contratos e anúncios elevaram esse número para nove doadores internacionais, incluindo Reino Unido, União Europeia, Estados Unidos, Suíça, Japão, Dinamarca e Irlanda. Desde janeiro de 2023, foram firmados R$ 2,4 bilhões em novos acordos e anúncios, sendo R$ 2 bilhões já contratados e R$ 600 milhões ainda a contratar. No total dos 18 anos, o mecanismo soma R$ 5,3 bilhões em doações e 153 projetos aprovados, voltados à prevenção, ao monitoramento e ao combate ao desmatamento, além do apoio à restauração florestal, à regularização ambiental e territorial e à produção sustentável. O período de 2023 a 2026 responde por 57% de todas as aprovações e contratações do mecanismo. Em quantidade de operações, a média passou de dez projetos aprovados por ano no período anterior para 15 projetos anuais entre 2023 e 2025, um aumento de 50%. Foram beneficiadas 650 organizações, 169 Terras Indígenas e 192 Unidades de Conservação. Entre 2023 e 2025, a média anual desembolsada chegou a R$ 224 milhões, acima da média de R$ 206 milhões registrada entre 2010 e 2018. O crescimento ocorre após a reativação da governança do Fundo, a recriação da estrutura dedicada ao mecanismo no BNDES e a definição de novas diretrizes para aplicação dos recursos, em alinhamento com as políticas públicas de combate ao desmatamento e desenvolvimento sustentável da Amazônia. A carteira atual do Fundo Amazônia reúne investimentos em restauração florestal, atividades produtivas sustentáveis, regularização fundiária e ambiental, combate a incêndios, fiscalização e apoio a povos e comunidades tradicionais. Entre as iniciativas estão R$ 450 milhões destinados à recuperação de áreas degradadas por meio do Restaura Amazônia, R$ 1,1 bilhão para inclusão produtiva de pequenos agricultores, indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, R$ 433 milhões para regularização fundiária e ambiental e R$ 521 milhões para prevenção e combate a incêndios. O Fundo também investe R$ 826 milhões na fiscalização ambiental pelo Ibama e R$ 319 milhões no Plano Amazônia: Segurança e Soberania (AMAS). A agenda indígena soma R$ 386 milhões em projetos que atendem 167 Terras Indígenas, enquanto comunidades quilombolas são contempladas com iniciativas voltadas à gestão territorial e ambiental.
Após retomada, Fundo Amazônia atinge média anual de R$ 1,3 bilhão em aprovações
Após retomada, Fundo Amazônia atinge média anual de R$ 1,3 bilhão em aprovações









