Quarenta anos após fazer história no teatro brasileiro com quase sete anos consecutivos em cartaz, a icônica comédia política "Meno Male", escrita por Juca de Oliveira, ganha uma nova montagem. O espetáculo, que marca a segunda produção realizada após a morte do autor, estreia no dia 12 de junho de 2026, no Teatro Renaissance, em São Paulo, trazendo um elenco estrelado e uma crítica social atualíssima.

A direção desta versão carrega um forte componente afetivo. Léo Stefanini, que hoje comanda o espetáculo, cresceu nos bastidores da montagem original dos anos 1980, dirigida por Bibi Ferreira, na qual seu pai, Fulvio Stefanini, atuava ao lado de nomes como Oliveira e Luis Gustavo.

Ao revisitar a obra agora, com o olhar maduro de quem também conviveu com o autor em seus últimos trabalhos, Stefanini enxerga além do riso. "Hoje acho que entendo melhor o processo: como o Juca construiu o texto para chegar ao resultado espetacular. A carpintaria dramatúrgica é perfeita. Como ele diria: basta fazer a sério."

Conciliando trabalhos distintos —já que também dirige o denso drama "O Pai", que retrata o tema da demência—, Stefanini rejeita a ideia de que a tristeza de uma peça contamine a leveza da outra. Para ele, o ponto de convergência é a própria humanidade. "Ambos os espetáculos são profundamente humanos. Não têm relação entre si, mas ambos alcançam a alma humana com a mesma intensidade", diz.