O chatbot Grok, da xAI, violou as leis canadenses de privacidade ao lançar uma ferramenta que permitia aos usuários criar e compartilhar conteúdos de teor sexual com base em imagens de pessoas reais, sem o consentimento delas, afirmou uma autoridade reguladora nesta quinta-feira (11). Após o comissário de Privacidade do Canadá, Philippe Dufresne, abrir uma investigação formal em janeiro, a xAI anunciou alterações para impedir que o Grok permitisse a edição de imagens de pessoas reais com roupas reveladoras. O Reino Unido e o Canadá estão entre os de países que já bloquearam conteúdos explícitos gerados pelo Grok. “A xAI violou a legislação federal canadense de privacidade do setor privado ao lançar a ferramenta de geração de imagens baseada em inteligência artificial do Grok sem implementar salvaguardas adequadas desde o início”, disse Dufresne em uma coletiva de imprensa. Dufresne, que não tem poder para impor multas ou determinar mudanças de políticas, afirmou ter recebido positivamente as alterações promovidas pela xAI para reduzir as chances de disseminação dos chamados “deepfakes”. Segundo ele, a xAI se comprometeu a monitorar regularmente a existência de “deepfakes” sexualizados antes mesmo de qualquer incidente ser reportado, e não apenas em resposta a ocorrências já identificadas. A xAI, empresa de inteligência artificial controlada por Elon Musk, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O governo canadense divulgou na quarta-feira (10) um projeto de lei de segurança digital que proibiria o uso de redes sociais por menores de 16 anos e criaria um órgão regulador digital. Grok, xAI — Foto: Bloomberg
Grok viola leis de privacidade do Canadá com ferramenta de geração de imagens, diz autoridade
Após o comissário de Privacidade do Canadá abrir uma investigação formal, a xAI anunciou alterações para impedir que o Grok permitisse a edição de imagens de pessoas reais com roupas reveladoras










