Acordo colocarápaís em grupo seleto de parceiros estratégicos de Bruxelas e prevê cooperação em IA, infraestrutura digital, governança de dados e conectividade 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Henna Virkkunen, em evento na França no início deste mês: autoridade europeia para a segurança tecnológica, fez anúncio no Rio — Foto: Miguel Medina/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/06/2026 - 13:40 UE e Brasil firmam parceria digital para cooperação tecnológica A União Europeia anunciou uma Parceria Digital com o Brasil, colocando o país entre os cinco parceiros estratégicos do bloco na área tecnológica. O acordo visa cooperação em inteligência artificial, infraestrutura digital e governança de dados, em um esforço de Bruxelas para reduzir a dependência dos EUA e China. A parceria reflete o potencial econômico do mercado digital brasileiro e busca fortalecer cadeias tecnológicas resilientes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A União Europeia (UE) anunciou nesta quinta-feira uma Parceria Digital com o Brasil, que colocará o país em um grupo seleto de apenas cinco parceiros estratégicos do bloco na área tecnológica. O acordo amplia a cooperação bilateral em temas como inteligência artificial (IA), governança de dados, conectividade, infraestrutura digital e plataformas online, em um momento em que Bruxelas busca reduzir sua dependência tecnológica dos Estados e da China e fortalecer alianças com países considerados confiáveis. O anúncio foi feito pela vice-presidente executiva da Comissão Europeia para Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, durante o Web Summit Rio. Segundo a autoridade europeia, o Brasil se juntará a Japão, Coreia do Sul, Cingapura e Canadá como parceiro digital da UE. Henna Virkkunen, vice-presidente executiva da União Europeia para Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia (à direita), conversa com Maria Curi, repórter de política tecnológica da Axios no palco principal do Web Summit Rio, no Riocentro — Foto: Paul Devlin/Web Summit via Sportsfile — Este será nosso quinto acordo de parceria digital. Queremos aprofundar a cooperação com parceiros confiáveis, criar melhores oportunidades para empresas dos dois lados e fortalecer nossa colaboração em tecnologias — afirmou Virkkunen. A assinatura do acordo ocorrerá na sexta-feira durante visita da comissária a Brasília, onde ela se reunirá com o vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros do governo federal e representantes de diferentes órgãos públicos. Estratégia ampla A iniciativa surge em um momento de crescente preocupação europeia com a concentração global de capacidades tecnológicas em poucos países e empresas. Henna Virkkunen, vice-presidente executiva da União Europeia para Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia (à direita), conversa com Maria Curi, repórter de política tecnológica da Axios no palco principal do Web Summit Rio, no Riocentro — Foto: Paul Devlin/Divulgação/Web Summit via Sportsfile Na semana passada, a Comissão Europeia lançou um amplo pacote de soberania tecnológica destinado a fortalecer capacidades próprias em áreas consideradas estratégicas, como computação em nuvem, semicondutores, inteligência artificial e infraestrutura digital. O que a mineração tem a ver com o futuro da IA? Tudo, diz líder de empresa que inova no setor Segundo Virkkunen, a parceria com o Brasil faz parte de uma estratégia mais ampla de diversificação e fortalecimento de cadeias tecnológicas consideradas resilientes. — Soberania tecnológica não significa isolamento nem protecionismo. Significa ter capacidade própria em áreas críticas e, ao mesmo tempo, trabalhar com parceiros confiáveis — disse. Atualmente, cerca de 80% dos produtos e serviços digitais utilizados na UE são fornecidos por empresas de fora do bloco. No mercado europeu de computação em nuvem, companhias americanas como Microsoft, Amazon e Google concentram cerca de 70% da oferta, cenário que Bruxelas considera uma vulnerabilidade estratégica. Autoridades europeias têm alertado para riscos associados à concentração de etapas críticas das cadeias globais de tecnologia em poucos países, especialmente em áreas como semicondutores e matérias-primas estratégicas, setores nos quais a China ocupa posição central. A resposta de Bruxelas tem sido combinar investimentos em capacidade própria com o fortalecimento de parcerias internacionais consideradas confiáveis. Por que o Brasil? Segundo Virkkunen, o acordo com o Brasil vai além do alinhamento regulatório e deverá servir de base para projetos conjuntos, além de futuras iniciativas de investimento. A cooperação também deverá incluir discussões sobre proteção de menores no ambiente digital, segurança cibernética e desenvolvimento de serviços públicos digitais interoperáveis. Entre as iniciativas mencionadas está a possibilidade de integração futura de soluções de identidade digital e assinaturas eletrônicas. Segundo ela, a escolha do país reflete tanto a dimensão do mercado nacional — com 160 milhões de usuários de internet — quanto a convergência entre Brasília e Bruxelas em temas relacionados à governança digital. — O Brasil compartilha muitos dos mesmos valores da União Europeia. É um país comprometido com mercados abertos, tecnologias seguras e uma ordem internacional baseada em regras. Além disso, vemos um enorme potencial econômico no mercado digital brasileiro — declarou. Após a assinatura do acordo, a expectativa é que seja criado um Conselho de Parceria Digital, cuja primeira reunião está prevista para ocorrer em Bruxelas em 2027. O fórum será responsável por acompanhar a implementação da iniciativa e definir projetos prioritários para os próximos anos. Embora os detalhes dos investimentos ainda não tenham sido anunciados, Virkkunen afirmou que a participação do setor privado será um dos próximos passos do processo. Nesta quinta-feira, a comissária se reunirá com representantes de empresas europeias de telecomunicações que atuam no Brasil para discutir oportunidades e obstáculos à expansão dos negócios digitais entre as duas regiões. Segundo ela, a intenção é identificar barreiras regulatórias e oportunidades de cooperação capazes de ampliar investimentos, estimular a inovação e fortalecer a presença de empresas dos dois lados do Atlântico em setores considerados estratégicos para a economia digital. A cobertura do Web Summit Rio 2026 na Editora Globo é apresentada pelo Itaú.
UE anuncia parceria digital com Brasil em meio à ofensiva para reduzir dependência tecnológica de EUA e China
Acordo colocarápaís em grupo seleto de parceiros estratégicos de Bruxelas e prevê cooperação em IA, infraestrutura digital, governança de dados e conectividade
UE coloca Brasil entre parceiros digitais, cooperando em IA e governance de dados para reduzir dependência de EUA e China. O acordo abre oportunidades comerciais bilaterais e consolida cadeias resilientes, capitalizando 160M usuários internet e convergência regulatória europeia.











