O volume do transporte de cargas no Brasil teve queda acumulada de 1,8% nos meses de março e abril em função da alta de preços por causa da guerra no Oriente Médio, afirmou o gerente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Rodrigo Lobo, responsável pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). Pelos dados do IBGE, o transporte de cargas teve queda de 0,9% em março e 0,9% em abril. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou aumento de 13,90% e 4,46% do preço do óleo diesel, respectivamente. Nos dois meses, a alta acumulada foi de 18,98%. O índice é usado como deflator pelo IBGE para transpor o resultado da receita das empresas para o volume de serviços prestados. Leia mais: “O preço do óleo diesel é usado para deflacionar o transporte de cargas e o transporte rodoviário de cargas, claramente uma influência do conflito do Oriente Médio”, afirmou Rodrigo Lobo. O transporte rodoviário de cargas é o que mais pesa no transporte de cargas e mais afetado pelo preço do óleo diesel, mas nesse caso não há número detalhado na pesquisa. O segmento de transportes, armazenagem e correio cresceu 0,9% em abril, ante março, e foi a principal influência positiva na expansão de 1,2% do volume de serviços prestados no país como um todo nesta base de comparação. Esse efeito, no entanto, vem puxado pelo transporte aéreo, favorecido pela queda de preços. O preço da passagem aérea subiu 6,08% em março e caiu 14,45% em abril. Rodrigo Lobo, do IBGE — Foto: Agência IBGE de Notícias