O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e pastor presbiteriano André Mendonça participou da Marcha para Jesus neste ano. Durante a transmissão, os apresentadores relataram que essa é a quinta edição da Marcha da qual o magistrado participa. Ele compareceu ao evento no palco e discursou no trio elétrico.
A presença do ministro no evento contraria uma determinação de sua própria denominação religiosa. O Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) possui uma resolução sobre a Marcha para Jesus desde o ano de 2006.
O documento oficial determina o veto à participação de membros na Marcha para Jesus. A instituição resolveu pronunciar-se contrária ao envolvimento presbiteriano e determinou aos concílios e pastores que orientassem suas igrejas a não se envolverem com o movimento.
No trio elétrico, André Mendonça discursou a favor da Marcha para Jesus. Ele definiu a ocasião como "um marco histórico onde milhões de brasileiros se unem para testemunhar que foram transformados por Jesus, um momento único e que é preciso estar presente na Marcha para experimentar a energia do Espírito Santo".
O posicionamento público do ministro diverge das diretrizes teológicas estabelecidas pela IPB para o veto. Textos que circulam na IPB, como o do reverendo Ageu Cirilo, apontam que a Marcha para Jesus endossa ensinamentos contrários aos princípios doutrinários e éticos sustentados pelo presbiterianismo.











