Ataque a santuário hindu é o mais letal da história do país; defesa afirma que acusados vão recorrer da sentença 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Suspeitos do atentado ao santuário de Erawan, em 2015, Bilal Mohammed (ao centro) e Yusufu Mieraili (ao fundo, à direita) chegam a um tribunal militar em Bangcoc, em 16 de fevereiro de 2016. — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/06/2026 - 05:44 Condenação à morte de uigures por ataque mortal na Tailândia em 2015 Dois uigures chineses foram condenados à morte pelo ataque de 2015 ao santuário Erawan em Bangcoc, que matou 20 pessoas. Este foi o atentado mais mortal da Tailândia. Houve especulações de que o ataque foi uma retaliação pela deportação de uigures para a China. Os condenados, Yusufu Mieraili e Bilal Mohammed, alegam inocência e pretendem recorrer. O caso estava parado devido à pandemia e complexidades linguísticas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Dois chineses da minoria uigur foram condenados à pena de morte nesta quinta-feira por serem considerados responsáveis pelo pior atentado da história da Tailândia, que deixou 20 mortos e mais de 100 feridos em um santuário hindu em Bangcoc, em 2015. O ataque ocorreu poucas semanas depois de a junta militar que governava a Tailândia deportar à força 109 uigures para a China, onde essa minoria muçulmana enfrenta repressão cultural e religiosa, segundo organizações de defesa dos direitos humanos. O episódio alimentou a hipótese de um ato de vingança contra o país do Sudeste Asiático, que à época era uma importante rota de passagem para uigures que fugiam da China e cujas autoridades buscavam estreitar relações com Pequim. Após um longo processo judicial, atrasado pela pandemia de Covid-19 e pela dificuldade em encontrar tradutores, Yusufu Mieraili e Bilal Mohammed foram considerados culpados por instalar explosivos no santuário hindu de Erawan, localizado no centro do distrito comercial de Bangcoc. A carga explosiva, aparentemente escondida em uma mochila, destruiu o local, que estava lotado de fiéis e turistas em 17 de agosto de 2015. Diversos turistas chineses morreram no atentado, o mais mortal já registrado na Tailândia. "Os dois homens cometeram um crime contra a segurança nacional e a segurança pública da Tailândia", afirmou um dos quatro juízes responsáveis pelo caso, acrescentando que existem "provas suficientes" para condená-los. Os dois acusados negam as acusações e vão recorrer da decisão, informou o advogado de defesa. "Não fiz nada de errado", disse Yusufu Mieraili, chorando, após a divulgação do veredito. Os uigures são uma minoria de origem turcomana procedente de Xinjiang, a região mais ocidental da China. Organizações não governamentais e países ocidentais acusam Pequim de promover violações em massa dos direitos humanos na região, incluindo a detenção de cerca de um milhão de uigures e integrantes de outras minorias muçulmanas. A China rejeita essas acusações.
Dois chineses uigures são condenados à morte por atentado que matou 20 pessoas na Tailândia em 2015
Ataque a santuário hindu é o mais letal da história do país; defesa afirma que acusados vão recorrer da sentença










