Uma presidente com popularidade em queda, um grande evento internacional e movimentos sociais organizados. A crise está servida no México, um dos três países-sede da Copa do Mundo de 2026 e palco da abertura do torneio, nesta quinta-feira (11).
Do lado de dentro do estádio Azteca, que recebe os jogos pela terceira vez na história, a colombiana Shakira e o nigeriano Burna Boy vão entoar a música oficial do evento antes de México e África do Sul se enfrentarem no gramado. Do lado de fora, familiares de desaparecidos, sindicatos e organizações camponesas planejam se encontrar ao final de marchas simultâneas em direção ao complexo.
Os temores de que as manifestações ofusquem a cerimônia de abertura levaram o governo federal a suspender aulas e autorizar o trabalho remoto para servidores públicos na Cidade do México, onde fica o estádio, e o governo da capital a reforçar a segurança.
O estádio, segundo o secretário de governo da cidade, César Cravioto, é agora uma "instalação de segurança nacional". "Eles terão que entender que em menos de 48 horas a Copa do Mundo será inaugurada aqui, no estádio, e nós já precisamos garantir a segurança do local", disse à Radio Fórmula sobre os manifestantes, na última terça (9).












