O Ministério Público da Bahia arquivou nesta quarta-feira (10) a investigação sobre o assassinato do ativista Pedro Henrique Santos Cruz Sousa, morto a tiros dentro de casa em dezembro de 2018, na cidade de Tucano, no nordeste do estado.
Conhecido por denunciar casos de violência policial e por organizar manifestações em defesa da paz na região, Pedro Henrique tinha 31 anos quando foi executado. Segundo depoimentos colhidos durante as investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da Bahia, três homens encapuzados, que se apresentaram como policiais militares, invadiram a residência e efetuaram os disparos.
Em nota, o MP afirmou que, após oito anos de apuração, não reuniu elementos suficientes para identificar os autores do crime nem para sustentar uma denúncia criminal. Segundo o órgão, foram realizadas perícias, interrogatórios, análises de dados telefônicos, estudos de localização, exames balísticos e levantamentos de inteligência.
A Promotoria afirmou que os reconhecimentos realizados ao longo da investigação não foram corroborados por provas independentes, que não houve comprovação técnica da presença de suspeitos no local do crime e que os exames balísticos não encontraram correspondência entre as armas analisadas e os projéteis recolhidos.













