Movimentos repetitivos e longos períodos diante do computador fazem parte da rotina de muitos trabalhadores. O problema é que, com a praticidade da tecnologia e das mudanças nos regimes laborais, também aumentaram os casos de tendinite. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada 100 pessoas sofre com a condição.
Conhecida também pela sigla LER/DORT (Lesões por Esforço Repetitivo e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho), a tendinite é uma inflamação que afeta os tendões e provoca limitação de movimento e perda de força.
O ortopedista e especialista em dor Dr. Lúcio Gusmão, fundador da Rede CADE, observa nas clínicas ortopédicas que a condição é um dos principais casos de afastamento laboral. Os profissionais recorrem à ajuda especializada devido às exigências modernas de ficar sujeitos a horas de digitação repetitiva com poucos intervalos para relaxamento.
“Hoje existe uma sobrecarga silenciosa nas articulações, com punhos, mãos, ombros e cotovelos entre as regiões mais afetadas. As pessoas passam o dia alternando entre teclado e mouse, e no tempo livre ainda não se desgrudam do celular. As pequenas tensões se acumulam por meses, mas o corpo só consegue compensar por um tempo, até o surgimento de alguma inflamação”, explica.








