O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sideny, defendeu, nesta quarta-feira (10), que o Banco Central (BC) seja “forte, técnico e independente”. A declaração foi feita durante a 7ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o “Conselhão”, realizado em Brasília. Sidney tratou sobre três choques econômicos e políticos nas últimas décadas - a crise financeira de 2008, a pandemia de covid-19 e a incerteza geopolítica recente. Para ele, os países fortes são aqueles que constroem instituições que são capazes de absorver choques e preservar a confiança. O presidente da Febraban defendeu o reconhecimento de que o setor financeiro é estratégico, com função “inafastável” para a “primeira linha de defesa” dos choques e na adoção de medidas necessárias no enfrentamento das dificuldades. “Entendemos que a nossa participação visa a contribuir para que nós possamos continuar tendo um sistema financeiro robusto, com uma regulação prudencial rigorosa, uma supervisão vigilante, com elevados níveis de capital, rigidez e gestão de risco. E nós temos um Banco Central que está a altura deste desafio, que precisa ser forte, técnico e independente”, disse. Para Sidney, o mundo se tornou "mais caro", com pressão inflacionária, e mais incerto. "Nós estamos vivendo um ambiente de incerteza estrutural, muito dependente de tecnologia, e a previsibilidade se rompeu do ponto de vista da economia. Os referenciais econômicos e geopolíticos, de repente, ficaram embaralhados", declarou. O presidente da Febraban defendeu o debate plural de ideias promovido pelo Conselhão. Disse que fóruns com a iniciativa privada podem antecipar os riscos e construir respostas emergenciais. De acordo com Sidney, há um compromisso institucional da Febraban para a continuidade do "diálogo estruturado". "A Febraban reafirma seu compromisso técnico, não partidário, atuação responsável e uma postura colaborativa", disse. Isaac Sidney, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) — Foto: Divulgação
No Conselhão, Febraban defende Banco Central 'forte, técnico e independente'
No Conselhão, Febraban defende Banco Central 'forte, técnico e independente'








