O chefe de direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), Volker Turk, pediu que os Estados Unidos reconsiderem suas práticas de imigração para a Copa do Mundo nesta quarta-feira (10). A solicitação vem após o governo do Donald Trump barrar torcedores e árbitro, além de interrogar jogadores que irão participar do torneio.
"Espero realmente que haja uma ponderação sobre como a fiscalização imigratória está impactando os direitos humanos e a dignidade humana, e que especialmente para a Copa do Mundo, haja uma reavaliação das políticas que infelizmente temos visto prevalecer, especialmente nos EUA", disse ele a jornalistas.
Os Estados Unidos têm endurecido fiscalizações e restringido o acesso até mesmo de pessoas envolvidas com a Copa do Mundo às vésperas do início do torneio. O maior rigor tem gerado críticas de torcedores.
A Fifa (Federação Internacional de Futebol), organizadora do evento, evita se pronunciar sobre o tema e afirma não se envolver nos processos de imigração dos países-sede.
Até agora, os principais atingidos são pessoas ligadas às seleções de Irã, Iraque, Senegal e Uzbequistão, além de um árbitro da Somália. Alguns desses países figuram entre os alvos das restrições migratórias adotadas pelo governo Trump.











