O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, desembarcou nesta quarta-feira (10) na base naval americana na Baía de Guantánamo, em Cuba, para “interagir com as tropas” no local, segundo comunicado divulgado pelo Pentágono na terça-feira (9). A viagem à ilha caribenha ocorre enquanto o governo do presidente Donald Trump continua pressionando por reformas profundas do governo comunista em Havana. Além de Cuba, Hegseth também viajará para Tampa, na Flórida, mais especificamente para a sede do Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), responsável por supervisionar as tropas americanas no Oriente Médio envolvidas no conflito com o Irã. Será a terceira visita recente de uma autoridade americana de alto escalão ligada à segurança nacional. No fim de maio, o chefe do Comando Sul dos EUA, general Francis Donovan, reuniu-se com comandantes cubanos nos arredores da base de Guantánamo. Dias antes, o diretor da CIA, John Ratcliffe, esteve em Havana para conversas com autoridades do governo cubano, em um momento de crescente frustração de Washington com a falta de avanços nas reformas econômicas e políticas da ilha, segundo relatos de fontes informadas sobre o assunto. Posteriormente, promotores americanos acusaram o ex-presidente Raúl Castro e outras autoridades de homicídio pela derrubada de duas aeronaves civis em 1996, medida que foi fortemente criticada por autoridades cubanas. Após retornar à Casa Branca para seu segundo mandato, Trump tem intensificado a ofensiva econômica contra o país latino-americano, dizendo, inclusive, que o território cubano poderia ser “o próximo” a ser invadido após a operação americana contra o ex-líder Nicolás Maduro na Venezuela. As medidas, que incluem o bloqueio das exportações de petróleo venezuelano para Cuba, agravaram uma situação econômica já crítica no país. As ameaças são constantemente riteradas por Trump e pelo secretário de Estado, Marco Rubio, que já sugeriram que, caso as novas restrições não provoquem uma mudança de governo em Cuba, o uso da força militar poderá ser necessário. O presidente dos EUA, Donald Trump (à esquerda), e Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, na quarta-feira, 27 de maio de 2026 — Foto: Samuel Corum/Sipa/Bloomberg
Hegseth viaja à Baía de Guantánamo em meio a tensões entre EUA e Cuba
Secretário de Defesa também viajará para Tampa, na Flórida, mais especificamente para a sede do Centcom, que supervisiona as tropas americanas no Oriente Médio envolvidas no conflito com o Irã










