O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quarta-feira (10) que qualquer tentativa de Cuba de obter armamentos capazes de atingir o território continental de seu país ou a base americana de Guantánamo poderia provocar um confronto que Havana não teria condições de sustentar.
"Seria imprudente que o governo de Cuba buscasse acesso a tipos de armas que pudessem alcançar esta base ou o território americano", disse Hegseth, durante visita a Guantánamo. Sem detalhar a que armamentos se referia, o chefe do Pentágono acrescentou que nenhum país é capaz de rivalizar com o poderio militar dos EUA.
Apesar do tom ameaçador, Hegseth disse que Washington ainda espera construir uma relação positiva com Havana. "Esperamos que em breve possamos ser amigos da liderança do governo cubano", afirmou.
A visita foi vista como mais um sinal do aumento da pressão exercida pelo presidente Donald Trump sobre o regime comunista. Nas últimas semanas, autoridades americanas de alto escalão intensificaram a presença em Cuba. No fim de maio, o comandante das forças dos EUA para a América Latina, o general Francis Donovan, também esteve em Guantánamo e se reuniu com um alto oficial cubano na área limítrofe da base. Dias antes, o diretor da CIA, John Ratcliffe, fez uma visita considerada rara a Havana.










