Mais da metade dos adultos americanos afirmou que é improvável que assista a qualquer um dos 104 jogos da competição pela televisão em casa Lionel Messi vai jogar a sexta Copa do Mundo pela Argentina — Foto: Todd Kirkland / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/06/2026 - 09:17 Baixa expectativa dos baby boomers para Copa 2026 nos EUA devido a desconhecimento de Messi e altos custos Nos Estados Unidos, a Copa do Mundo 2026 enfrenta baixa expectativa entre os baby boomers, muitos dos quais desconhecem Lionel Messi. Pesquisa da Morning Consult revela que mais da metade dos adultos americanos não planeja assistir aos jogos, enquanto a geração Z demonstra maior interesse. O alto custo dos ingressos e críticas à FIFA são motivos de descontentamento. Marcas como Coca-Cola e Nike investem pesado em marketing, mas a demanda por turismo e consumos relacionados ao evento não atende às expectativas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Copa do Mundo costuma ser chamada de o maior evento do planeta. Mas esse não é o caso nos Estados Unidos, mesmo com o país recebendo partidas do torneio pela primeira vez em três décadas. Em uma pesquisa recente, mais da metade dos adultos americanos afirmou que é improvável que assista a qualquer um dos 104 jogos da competição pela televisão em casa. Apenas 13% disseram ter absoluta certeza de que vão acompanhar os jogos, segundo um levantamento da Morning Consult realizado no fim de maio para a Bloomberg. As opiniões sobre o torneio variaram bastante de acordo com a idade. A geração Z, cujos membros mais velhos estão na faixa dos 20 e poucos anos, demonstrou o maior entusiasmo. Já os baby boomers, hoje na casa dos 60 e 70 anos, mostraram o menor interesse: três quartos desse grupo disseram não ser fãs de futebol, e cerca de metade afirmou nunca ter ouvido falar do astro argentino Lionel Messi. A pesquisa foi realizada antes da abertura da Copa, na quinta-feira. Apenas um quarto dos entrevistados disse ter aprendido bastante ou mais sobre o torneio, enquanto quase 40% afirmaram que nada relacionado ao evento havia chamado sua atenção até então. Grande parte do que os americanos ouviram sobre a Copa do Mundo teve conotação negativa, segundo a pesquisa realizada com cerca de 2 mil pessoas. O tema mais citado foi o alto preço dos ingressos: aproximadamente 30% disseram estar cientes dos valores elevados. A reação contrária aos preços e à forma de distribuição das entradas levou a investigações estaduais e a pedidos de quase 70 membros do Congresso americano para que os preços fossem reduzidos. Outro assunto amplamente mencionado foi a decisão da FIFA de conceder ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seu primeiro prêmio da paz. A iniciativa foi fortemente rejeitada por 31% dos entrevistados, enquanto apenas 16% disseram aprová-la fortemente. Grandes marcas, de McDonald's a Verizon, apostaram milhões de dólares em publicidade, tanto como parceiras oficiais da FIFA quanto durante as transmissões dos jogos, exibidos nos EUA pela Fox Sports e pela Telemundo, do grupo Comcast. Vendedor posa ao lado de um banner do atacante argentino Lionel Messi em loja próxima ao Compass Minerals Performance Center, centro de treinamento da seleção argentina, em Kansas City — Foto: JUAN MABROMATA / AFP Segundo a pesquisa, a marca mais associada pelos entrevistados ao marketing da Copa foi a Coca-Cola. A fabricante de refrigerantes anuncia no torneio desde 1950 e voltou a ser patrocinadora oficial nesta edição. A Nike apareceu em segundo lugar em reconhecimento de marca, embora não seja parceira oficial da FIFA. A empresa mantém acordos com seleções de destaque, como as de França, Inglaterra e dos Estados Unidos. A Adidas ficou alguns pontos percentuais atrás da rival, apesar de sua longa parceria com a Copa do Mundo e de fornecer a bola oficial desta edição. Às vésperas do torneio, alguns sinais já indicavam que a demanda talvez não correspondesse às expectativas. Uma companhia aérea argentina reduziu voos voltados especificamente para torcedores da Copa, enquanto anfitriões do Airbnb em uma das cidades-sede relataram decepção com a baixa procura por suas acomodações. No início de junho, a rede de hambúrgueres Shake Shack, que não é patrocinadora oficial da competição, reduziu sua projeção de vendas comparáveis para o trimestre, eliminando qualquer impacto positivo esperado da Copa do Mundo. “Estamos vendo números de turistas desacelerarem nas últimas três ou quatro semanas, especialmente em algumas das grandes cidades onde operamos”, afirmou o diretor-executivo da empresa, Rob Lynch, durante uma conferência com investidores em 4 de junho. A companhia havia previsto anteriormente que o torneio aumentaria o fluxo de clientes em suas lojas. De acordo com a pesquisa, quase 60% dos entrevistados disseram que ninguém em sua residência gastará dinheiro com a Copa do Mundo, seja com ingressos, consumo em bares e restaurantes durante os jogos ou compra de produtos relacionados ao evento.