Assédio mais que dobrou, enquanto as agressões racistas e de gênero aumentaram Ameaças a congressistas americanos disparam no Facebook após reversão de moderação de conteúdo — Foto: Jason Henry/The New York Times RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/06/2026 - 23:57 Ameaças a Congressistas Crescem com Mudanças na Moderação do Facebook As ameaças a congressistas americanos no Facebook aumentaram após a Meta reverter políticas de moderação de conteúdo, conforme relatório do Centro de Combate ao Ódio Digital (CCDH). O assédio e agressões racistas e de gênero também cresceram. A Meta afirma que monitora conteúdo infrator, mas a decisão de reduzir a moderação é vista como tentativa de proteger a liberdade de expressão, gerando críticas sobre a normalização de intimidações. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As ameaças de violência contra congressistas dos Estados Unidos dispararam no Facebook depois que a Meta reverteu políticas-chave de moderação de conteúdo, no ano passado, apontou nesta terça-feira um grupo de monitoramento. O relatório do Centro de Combate ao Ódio Digital (CCDH, sigla em inglês) analisou quase 8 milhões de comentários no Facebook direcionados a 100 membros do Congresso nos seis meses anteriores e posteriores ao afrouxamento das medidas de proteção por parte da Meta, algo apresentado como uma tentativa de proteger a liberdade de expressão. As ameaças contra os congressistas, inclusive de morte, quadruplicaram. O assédio mais que dobrou, enquanto as agressões racistas e de gênero aumentaram, segundo o relatório. O CCDH também revelou que os comentários que incitam à violência contra o presidente Donald Trump dispararam após as mudanças de política, incluindo um que afirma que ele "merece uma bala na cabeça". "Quando as plataformas deixam de aplicar suas próprias normas contra ameaças, ódio e assédio, tornam-se cúmplices da normalização da intimidação e do assédio a autoridades eleitas", afirmou Imran Ahmed, diretor-executivo do CCDH. Facebook 20 anos: Entre curtidas e emojis, encontros e reencontros 1 de 10 O Facebook também foi o ponto de encontro para a babá Ellen Mohanne, de 32 anos, e o jogador de futebol Sérgio Abrão, 28, que se conheceram em um grupo dedicado a compartilhar experiências de encontros frustrados. — Foto: Acervo Pessoal 2 de 10 Ellen e Sérgio agora estão de casamento marcado para novembro graças ao grupo "Date ruim". Após meses de interações apenas pelo Facebook, eles começaram a se falar pelo WhatsApp. O encontro presencial ocorreu um mês depois, quando começaram a namorar — Foto: Acervo pessoal X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Após 63 anos sem notícias da família, a aposentada Marina Lourenço, de 84 anos, finalmente abraçou sua irmã Maria Lourenço, de 87. Foto: acervo pessoal 4 de 10 O reencontro das irmãs Marina (à esquerda) e Maria só foi possível graças a uma publicação feita por Patrícia Soares, 39 — neta de Marina em um grupo no Facebook dedicado a ajudar usuários a encontrar familiares. Foto: acervo pessoal X de 10 Publicidade 5 de 10 Ativa na rede social e administradora de um grupo que compartilha relatos pessoais para oferecer apoio a mulheres, a consultora de imagem Anne Amorim, de 25 anos,testemunhou golpistas utilizando suas histórias para estabelecer conexões e extorquir dinheiro. Foto: acervo pessoal 6 de 10 Ao participar de um grupo só de mulheres que trocavam experiências, Annie foi convencida por uma golpista, que relatou passar por graves dificuldades financeiras, a ajudar. Annie chegou a enviar cestas básicas e a pagar em um mês um salário mínimo. Foto: acervo pessoal X de 10 Publicidade 7 de 10 Giovana Fontes, de 25 anos, usa o Facebook para divulgar seu empreendimento , conta que começou a divulgar seu empreendimento - uma empresa de eventos - em grupos do Facebook. Foto: acervo 8 de 10 Hoje, com cerca de 30 festas por mês e 20% da agenda preenchida para este ano, Giovanna Fontes diz que Facebook e Instagram são responsáveis por cerca de 60% do quadro de vendas do negócio. Foto: acervo pessoal X de 10 Publicidade 9 de 10 A empreendedora Cássia Lima, de 23 anos, utilizou parcerias com influenciadores digitais para ampliar seu público quando abriu o studio Cássia Lima Beauty. Hoje, as redes sociais são o principal canal dela com consumidores. Foto: acervo pessoal 10 de 10 Para Beatriz Machado, de 23 anos, dona da Machfood, as redes sociais foram aliadas na expansão do público. Hoje, gosta de investir em ações que façam os clientes interagirem com a marca nas redes. Foto: acervo pessoal X de 10 Publicidade Rede social reata laços familiares, forma amizades, mas também esconde más intenções Em comunicado, um porta-voz da Meta disse que a empresa publica regularmente relatórios que rastreiam o "conteúdo que infringe as normas" em suas plataformas, e que "a incidência de condutas de ódio não aumentou ao longo de 2025". A AFP mostrou o relatório do CCDH à gigante do setor de tecnologia, mas o porta-voz se recusou a comentar suas conclusões, "porque ele não foi fornecido [à empresa] antes da publicação". Nos últimos anos, tanto políticos quanto funcionários eleitorais dos Estados Unidos têm denunciado um aumento de ameaças, intimidação e assédio. A Meta dispensou verificadores de fatos americanos em janeiro de 2025 e deixou a tarefa de desmentir informações falsas a cargo dos usuários, um modelo conhecido como "notas da comunidade". A decisão foi vista como uma tentativa de agradar ao governo Trump, cuja base de apoio reclama que a checagem de fatos restringe a liberdade de expressão e censura conteúdo de direita.