O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou posse nesta terça-feira (9) como ministro efetivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os mandatos na corte são de dois anos. Toffoli já integrava o TSE como magistrado substituto desde outubro de 2024. Toffoli foi eleito em maio, em votação simbólica no STF. Ele assumiu o posto deixado por Cármen Lúcia. A corte eleitoral é composta por sete ministros, sendo três deles do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados. A corte também conta com ministros substitutos. Participaram da posse Edson Fachin, presidente do STF, os ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, que também integram a Suprema Corte, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ministros do STJ. “É uma honra estar aqui tomando posse. Sempre defendendo que quem decide o processo eleitoral é o povo, não a Justiça. Podemos dizer que o efetivo momento em que todos os brasileiros e brasileiras são efetivamente iguais é no momento de depositar seu voto na urna eletrônica”, disse Toffoli. Já Nunes Marques, presidente do TSE, parabenizou o colega pela posse. "É com grande satisfação que a Justiça Eleitoral o recebe nesta casa. É uma honra compartilhar esse plenário com um ministro que tanto engrandece o ambiente institucional. Seja, portanto, muito bem-vindo de volta ao TSE”, afirmou. A primeira sessão com participação de Toffoli irá analisa a decisão de Nunes Marques que suspendeu a divulgação de uma pesquisa AtlasIntel feita no mês passado. O levantamento registrou a queda da intenção de voto em favor do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, após a revelação de que o político pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, para o financiamento de Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Toffoli foi citado no curso do escândalo do Master e teve que se declarar suspeito para analisar processos sobre o banco que tramitam no STF. Ele era relator das investigações sobre o banco até março, quando deixou a apuração sob pressão. A sessão desta terça é um “reencontro” do ministro com o Master, ainda que o julgamento não trate diretamente do banco de Vorcaro.