O esporte deixou de ser apenas uma vitrine para marcas e passou a ocupar um papel estratégico na geração de negócios e no relacionamento com clientes. Essa foi a principal mensagem do painel “Das quadras ao capital: alavancando o esporte para impulsionar o crescimento da marca”, realizado nesta terça-feira (9) durante o Web Summit Rio. Segundo Renato Preter, sócio e diretor de Live Marketing da XP, a instituição financeira vê o esporte como uma extensão dos valores que busca transmitir ao mercado, como disciplina, resiliência e visão de longo prazo. “Não enxergamos o esporte apenas como entretenimento. Ele é inspiração, mas sobretudo uma plataforma de geração de negócios”, afirmou. Hoje, a XP mantém investimentos em propriedades esportivas como NBA, NFL, Rio Open, corridas de rua e até a estação de esqui de Aspen, nos Estados Unidos. A empresa evita tratar essas iniciativas como simples patrocínios. “Gostamos de nos posicionar como investidores. Não entramos em um projeto apenas para exposição de marca. Queremos ajudar a construir o negócio e fazê-lo crescer”, disse Preter. A aposta se apoia em um dado interno: mais de 80% dos cerca de 5 milhões de clientes da companhia mantêm alguma relação com o esporte, seja como praticantes ou espectadores. Para a XP, isso cria oportunidades de conexão em ambientes menos formais do que as tradicionais reuniões de negócios e fortalece o relacionamento com diferentes perfis de investidores. A lógica também está por trás da parceria firmada neste ano com o Rio Open, maior torneio de tênis da América do Sul. Para Marcia Casz, diretora-geral do evento, grandes competições esportivas se transformaram em plataformas de relacionamento corporativo e geração de receitas. “As marcas não buscam apenas exposição. Elas querem gerar conteúdo, experiências e negócios”, afirmou. Segundo ela, o torneio vem ampliando sua proposta para além das quadras ao reunir empresários, executivos, investidores e formadores de opinião em um ambiente voltado ao networking. O interesse das empresas acompanha a expansão comercial do torneio, neste ano, o Rio Open bateu recorde ao reunir 44 patrocinadores. — Foto: hansmarkutt/Pixabay
XP vê no esporte ferramenta para atrair investidores e fortalecer negócios
Atualmente, a XP mantém investimentos em propriedades esportivas como NBA, NFL e Rio Open, além de corridas de rua e estação de esqui de Aspen, nos Estados Unidos
















