O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, foi questionado nesta terça-feira (9) pelo presidente da Comissão de Assuntos Econômicos CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), se ele considera que houve "assalto, fraude pontual ou gestão temerária" no banco distrital. Ele faz referência ao rombo de R$ 8,8 bilhões no banco por conta das operações realizadas com o Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro e investigado por fraudes supostas financeiras. Para o presidente do BRB, essas três hipóteses estiveram presentes na criação do rombo financeiro no banco. "Na avaliação que nós temos lá, depois de seis meses, eu diria que os três [assalto, fraude pontual e gestão temerária] estão juntos", declarou o chefe da instituição financeira durante a audiência na CAE. Souza também afirmou que a instituição financeira conseguiu bloquear 23,5% das ações que o grupo econômico envolvendo o Banco Master detinha no BRB. "Em um trabalho que foi feito, inclusive pela atual administração, nós conseguimos um arresto de 23,5% das ações que estavam em poder, não digo do Vorcaro, mas do grupo", respondeu o presidente do BRB após questionamento de Calheiros sobre o percentual. De acordo com Souza, R$ 8,8 bilhões é o valor necessário de adiçã, o de aporte pelo controlador, o governo do Distrito Federal (GDF) para que o BRB consiga funcionar. Parte desses recursos, R$ 6,6 bilhões, serão aportados pelo GDF por meio de empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), a partir de acordo firmado com a União e homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A outra parcela, de R$ 2,2 bilhões, será obtida a partir da securitização da dívida ativa do DF, disse o presidente da instituição financeira. Belson Antonio de Souza, presidente do BRB — Foto: Sergio Zacchi / Valor