Ministério da Saúde interrompeu aplicação da dose, que estava sendo oferecida a profissionais da atenção primária, para investigar relação com 42 casos de eventos adversos, incluindo dois óbitos; imunização de crianças de 10 a 14 anos com a vacina da Takeda continua Vacina contra a dengue do Instituto Butantan. — Foto: Divulgação/Governo de SP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/06/2026 - 09:07 Ministério da Saúde suspende vacina do Butantan após reações adversas A vacina contra a dengue do Butantan teve sua aplicação suspensa pelo Ministério da Saúde após 42 casos de reações adversas, incluindo dois óbitos, o que representa uma taxa de 0,0084%. A suspensão busca investigar a relação desses eventos com a vacina, classificada como "muito rara" pela OMS. A imunização de crianças de 10 a 14 anos com a vacina da Takeda continua. A decisão pode levar a ajustes nas diretrizes de uso, enfatizando a seriedade de eventos adversos, mesmo raros. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciaram a suspensão temporária do uso da vacina contra a dengue do Instituto Butantan em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira. A vacina tetravalente (protege contra os quatro subtipos do vírus da dengue) do Instituto Butantan já foi aplicada em cerca de 500 mil pessoas. A pausa na aplicação foi decidida após a identificação de 42 casos de reações severas, incluindo duas mortes. Isso significa uma taxa de 0,0084%, que corresponde a 0,84 casos por 10.000 doses, sendo classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um evento adverso “muito raro” (menos de 0,01%). Em medicina, qualquer risco menor que 1 em 10.000 (menor que 0,01%) é classificado como “muito raro”. Porém, é tratado com máxima seriedade tanto devido ao risco elevado de morte quanto por que “muito raro” em grandes populações significa muita gente. De forma geral, a identificação e a comprovação de reações adversas severas podem levar a mudanças em bulas e diretrizes. Assim, médicos podem identificar os sintomas rapidamente. Em geral, o diagnóstico precoce reverte a maioria desses casos severos. Pode também haver restrição de grupos. Por exemplo, se o risco severo se concentrar em uma faixa etária, gênero ou comorbidades (doenças autoimunes, por exemplo). Quase sempre, a relevância de um risco severo de menor que 0,01% diminui quando comparada aos riscos severos causados pela própria infecção que a vacina previne.