No cenário atual de desenvolvimento tecnológico, a Inteligência Artificial (IA) avança a passos largos, trazendo consigo não apenas novas possibilidades, mas também desafios significativos — um dos quais é a integração de sistemas flexíveis e manuteníveis. Um dos principais problemas enfrentados por desenvolvedores é o chamado "vendor lock-in", que ocorre quando um software fica preso a um determinado fornecedor ou tecnologia, tornando sua evolução ou mudança um exercício complexo e custoso. Aqui surge a Arquitetura Hexagonal como uma solução poderosa para projetos de IA, não apenas contornando esse problema, mas também introduzindo outros benefícios ligados à testabilidade e facilidade na troca de componentes.
Fundamentação
A Arquitetura Hexagonal, também conhecida como Arquitetura de Portas e Adaptadores, foi proposta por Alistair Cockburn como uma maneira de isolar a lógica de negócio de uma aplicação de suas preocupações de infraestrutura. Esse isolamento é conseguido ao estruturar a aplicação em três camadas principais: Domínio, Aplicação e Infraestrutura. A camada de Domínio abriga a lógica de negócios e deve ser totalmente independente do mundo externo. A camada de Aplicação orquestra o comportamento do sistema, enquanto a Infraestrutura fornece implementação para interfaces definidas no Domínio e na Aplicação.














