CEO da mineradora brasileira vê demanda por metais robusta apesar de conflito no Irã e vê potencial de crescimento em outros mercados enquanto chinês perde força O vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale, Gustavo Pimenta, escolhido como CEO — Foto: Gabriel Lordello/Mosaico Imagem RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 08/06/2026 - 19:56 Vale aposta na Índia para crescimento com demanda chinesa estável A Vale, principal produtora de minério de ferro, vê a Índia como novo motor de crescimento à medida que a demanda chinesa estabiliza. Apesar do conflito no Irã, a demanda por seus minérios segue robusta, com elevação na previsão de fluxo de caixa livre. A empresa foca em recursos próprios e avalia a entrada no mercado de terras-raras, enquanto Omã permanece estratégico apesar das restrições logísticas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Vale, maior produtora global de minério de ferro, não enxerga evidências de redução da demanda por seus minérios relacionada à guerra nos mercados de metais e tem visto margens crescentes à medida que o conflito com o Irã interrompe o fluxo de matérias-primas, afirmou ontem o CEO Gustavo Pimenta. A mineradora brasileira está focando na exploração de seus próprios recursos em vez de buscar aquisições, disse Pimenta em entrevista ao serviço de TV da agência Bloomberg no Rio de Janeiro. A demanda mundial por minerais críticos tem sido “superconstrutiva” para a mineradora brasileira, acrescentou. As interrupções no Estreito de Ormuz aumentaram os preços dos combustíveis e os custos de frete para mineradoras como a Vale, que viu pressões de custos compensarem os ganhos de preço e produção durante o primeiro trimestre. Canaã dos Carajás, no Pará: Vista aérea do pátio de estocagem do Complexo S11D da mineradora Vale — Foto: Ricardo Teles / Agência Vale / Divulgação A empresa elevou em US$ 1,5 bilhão a previsão de fluxo de caixa livre para seu principal produto, o minério de ferro, para refletir a alta nos preços da commodity desde o início da guerra com o Irã. A empresa agora espera que o minério tenha um preço médio de US$ 112 por tonelada este ano, acima dos US$ 102 previstos em seu cenário pré-conflito. Aço indiano Pimenta afirmou na entrevista que está “muito otimista” em relação às perspectivas para o ano. Embora a China, um dos principais importadores de minério de ferro do Brasil, provavelmente já tenha atingido seu pico de produção de aço, a Vale prevê que o crescimento da demanda será impulsionado cada vez mais por outras regiões, como o Sudeste Asiático, a Europa e os Estados Unidos. A Índia será um importante motor de crescimento, dobrando sua produção de aço bruto na próxima década, afirmou o CEO. A Vale suspendeu as operações de um complexo de pelotização em Omã até o terceiro trimestre, devido a restrições logísticas relacionadas à guerra. As operações da Vale em Omã têm uma capacidade de produção anual de 9 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro, ou aproximadamente 29% da produção total da empresa. Ontem, Pimenta afirmou que a reabertura terá que esperar até que o conflito arrefeça. Apesar da guerra no Oriente Médio, a Vale considera Omã um centro estratégico para abastecer clientes na região, disse ele. Terras-raras A Vale tem estudado se uma incursão no setor de terras-raras faz sentido estratégico para a empresa, incluindo a avaliação de oportunidades no Brasil. O país sul-americano detém as maiores reservas mundiais dos 17 elementos essenciais para a transição energética fora da China. No entanto, Pimenta afirmou que ainda existem dúvidas, principalmente em relação à escala e à capacidade da Vale de competir efetivamente com os produtores internacionais consolidados de terras raras. Por ora, a prioridade da Vale é concentrar-se em áreas onde possui expertise e escala, como cobre e níquel, observou ele.
Com desaceleração do aço na China, Vale vê Índia como novo motor de crescimento para suas exportações de minério de ferro
CEO da mineradora brasileira vê demanda por metais robusta apesar de conflito no Irã e vê potencial de crescimento em outros mercados enquanto chinês perde força














