Futebol é chato? Estranha pergunta essa, às vésperas de uma Copa do Mundo. Mas a revista The Economist tem alguma razão: às vezes, é. Não seria melhor introduzir algumas mudanças para tornar o jogo mais excitante?
A revista propõe algumas. E algumas são boas. Vendar os jogadores antes do escanteio, por exemplo. Escolher um torcedor da arquibancada para jogar pelo seu time durante 10 minutos. Permitir duas bolas em campo por curtos períodos.
Ou, então, a minha favorita: ir retirando do goleiro as partes do corpo que ele pode usar para defender o gol à medida que o tempo passa. Se a partida vai para a prorrogação, só lhe sobra o rosto.
O jogo ficaria mais divertido, admito. Mas, para almas mais metafísicas, ficaria mais relevante? Mais perturbador? Não creio.
Era o italiano Arrigo Sacchi quem dizia: "O futebol é a coisa mais importante entre as coisas menos importantes da vida". É pouco ambicioso. Minhas propostas para melhorar o jogo, que defendo há vários anos, vão no sentido de tornar o futebol a coisa mais importante entre as coisas mais importantes.














