As bets licenciadas cobram do governo maior fiscalização e regras rígidas sobre o fornecimento de caça-níqueis eletrônicos, como o Fortune Tiger (conhecido como "jogo do tigrinho"), para sites clandestinos. A expectativa do Ministério da Fazenda é que a regulamentação para esse elo da cadeia seja publicada ainda este ano.
O posicionamento vem em uma semana na qual a sociedade civil se organizou para alertar contra riscos de "vício, sofrimento e dívidas" associados ao jogo do tigrinho. A campanha "Block no Tigrinho" reuniu desde a última terça (2) artistas como Chico Buarque, Gilberto Gil e Anitta.
Embora a exploração de cassinos digitais tenha sido autorizada no fim de 2023, o funcionamento legalizado exige que as empresas passem por um processo de licenciamento. Isso inclui a verificação de antecedentes criminais dos controladores e o pagamento de outorga de R$ 30 milhões. Fora desse sistema, a oferta de apostas é ilegal e costuma estar atrelada a crimes financeiros, como a lavagem de dinheiro.
O objetivo de fechar o cerco contra os fornecedores é sufocar a operação das plataformas clandestinas. As bets operam em uma cadeia altamente terceirizada: enquanto o operador cuida da marca e do ambiente comercial, outras empresas fornecem os softwares de caça-níqueis, os prognósticos esportivos e os sistemas de processamento de pagamentos.














