A corrida entre gato e rato que caracteriza a tentativa das autoridades de coibir efeitos nocivos da disseminação das apostas online no Brasil ganhou nova rodada. O Ministério da Fazenda anunciou na quinta (9) uma série de restrições à publicidade da jogatina digital, uma frente correta de intervenção.

A iniciativa do governo federal atua em duas vertentes, sendo a primeira a de expor o potencial apostador aos danos para o bolso e a saúde associados a esses cassinos digitais. Advertências como as de que apostar "faz você perder dinheiro" e "pode causar dependência" passarão a ser obrigatórias nos anúncios.

Nesse ponto, não há novidade em relação ao padrão que prevalece na comercialização de outros bens e serviços cujos efeitos deletérios para a saúde são atestados. No entanto a publicidade de tabaco, álcool e medicamentos é ainda mais restrita. Há, portanto, caminho para apertos adicionais no cerco às bets.

O segundo eixo da intervenção do Executivo é o de tentar regular o que as peças publicitárias não podem conter. Ficará proibido estimular apostas urgentes, como fazem as ações que se valem de uma situação específica durante uma partida esportiva para incitar o espectador a gastar mais dinheiro nos aplicativos.