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“O que me parecia óbvio era que o poder, no caso das mulheres, tinha uma natureza sexual. Não existia outro tipo — ou, pelo menos, nenhum que valesse a pena ter. [...] Era um poder que assentava inteiramente na juventude, na atenção que se conseguia atrair e na disponibilidade para alinhar na piada — mesmo quando éramos, no fundo, o alvo do escárnio.” É desta forma que Sophie Gilbert começa a desenrolar a narrativa sobre a cultura misógina dos anos 2000. Hoje, a jornalista e autora britânica vive em Londres, mas passou alguns dos anos sobre os quais escreve, precisamente, no país que mais promoveu a híper objectificação e infantilização das mulheres no início do século XXI, os Estados Unidos, onde Gilbert estudou e começou a dar os primeiros passos como repórter.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue - nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.

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07 de Junho de 2026