Milhões de pessoas usam dispositivos vestíveis para monitorar a saúde e os exercícios. Esses aparelhos podem ser úteis para acompanhar os níveis de atividade física, a qualidade do sono e a frequência cardíaca. Mas, para algumas pessoas, esses dispositivos podem ter consequências indesejadas no bem-estar.
Em uma palestra, conversei com um homem que me contou uma história que ficou na minha memória. Ele tinha acabado de fazer uma longa caminhada e se sentia ótimo. E então olhou para o seu smartwatch. Frequência cardíaca: 130 bpm. Pânico instantâneo. Cerca de 30 minutos depois, ele percebeu a causa: a altitude. Mas, naquele momento, ele deixou de se sentir bem para se sentir péssimo. Tudo devido à leitura do smartwatch.
Esse homem não está sozinho. Alguns usuários descobriram que seus dispositivos vestíveis aumentavam tanto sua ansiedade que precisaram parar de usá-los.
Uma das principais razões pelas quais esses dispositivos de saúde podem aumentar a ansiedade de algumas pessoas se resume a uma incompatibilidade entre a expectativa e o que o dispositivo indica.
Nosso cérebro é uma máquina de previsão. Ele gera e atualiza de forma automática um modelo mental do nosso ambiente, comparando suas previsões com as informações sensoriais que recebe.














