Segundo o conselheiro militar do líder supremo do Irã, o acordo de paz depende da liberação de US$ 24 bilhões (R$ 124 bilhões) em ativos do país congelados por Washington Navio transita pelo Estreito de Ormuz — Foto: Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/06/2026 - 12:28 Escalada de Tensão no Golfo: Irã Ataca Bahrein e Kuwait Após Ação dos EUA O Irã lançou mísseis contra Bahrein e Kuwait após ataques dos EUA a radares iranianos no Estreito de Ormuz, aumentando a tensão no Golfo. O Irã condiciona a paz à liberação de US$ 24 bilhões em ativos congelados pelos EUA. A troca de ataques ameaça o cessar-fogo, enquanto negociações estão estagnadas, intensificando a pressão sobre a administração Trump. Conflitos também se intensificam no Líbano entre Israel e Hezbollah. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os Estados Unidos atacaram neste sábado radares e instalações de vigilância costeira iranianas no Estreito de Ormuz, após interceptarem drones lançados por Teerã contra o tráfego marítimo na região. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Bahrein e Kuwait, aliados de Washington no Golfo, e classificou a ofensiva americana como uma "violação flagrante" da trégua em vigor desde abril. A nova troca de ataques aumenta a pressão sobre o frágil cessar-fogo, firmado após semanas de negociações, mas que não resultou em um acordo definitivo para encerrar a guerra e reabrir o estreito. Segundo o conselheiro militar do líder supremo do Irã, o acordo de paz depende da liberação de US$ 24 bilhões (R$ 124 bilhões) em ativos do país congelados por Washington. Horas depois de as forças americanas terem abatido quatro drones iranianos lançados em direção ao estreito, o Irã disparou sete mísseis balísticos em direção ao Kuwait e ao Bahrein — seis foram interceptados e um não atingiu o alvo, informou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) nas redes sociais. Segundo o órgão, os drones de ataque unidirecional "representavam uma ameaça imediata ao tráfego marítimo regional". Posteriormente, as forças americanas atacaram instalações de radar de vigilância costeira iranianas em Goruk e na ilha de Qeshm, ao largo da costa do Irã, para impedir novos ataques, segundo os militares. O Centcom confirmou que não houve feridos em suas fileiras e que sua infraestrutura militar não sofreu danos. Declarações governamentais de ambos os países condenaram a "agressão flagrante" do Irã e alertaram contra uma "escalada perigosa". Por sua vez, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou na madrugada de sábado, horário local, que respondeu aos ataques dos EUA em Sirik e na ilha de Qeshm atacando "bases inimigas" na região. Trata-se de "uma agressão militar contra a soberania nacional e a integridade territorial da República Islâmica do Irã", afirmou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado, condenando "o comportamento hostil e provocativo do regime dos EUA". Jornalistas da AFP ouviram fortes explosões em Manama, capital do Bahrein, e perto do Aeroporto Internacional do Kuwait, onde uma pessoa morreu em outro ataque na quarta-feira. — Fomos acordados por uma enorme explosão. As explosões foram muito fortes — disse Reem, uma mãe egípcia de dois filhos, à AFP no Kuwait. — Meus filhos ficaram apavorados e eu não conseguia acalmá-los. Impasse nas negociações Os confrontos militares durante a madrugada ameaçaram reacender as tensões na região, apenas dois dias depois de um civil ter sido morto e dezenas de outros feridos no aeroporto internacional do Kuwait, após o Irã ter disparado uma série de mísseis e drones contra o país. Foi um dos ataques iranianos mais significativos e a primeira fatalidade conhecida em uma nação do Golfo desde que o cessar-fogo entrou em vigor no início de abril. — As negociações estão num impasse e Trump precisa romper esse impasse — declarou Mohsen Rezaei, conselheiro militar do líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, à rede americana CNN na sexta-feira. — A decisão está nas mãos de Trump. O assessor do aiatolá estabeleceu como condição para avançar o desbloqueio de US$ 24 bilhões (R$ 124 bilhões) em ativos iranianos no exterior, que estão congelados pelas sanções dos EUA. — Esse dinheiro é nosso, não dos Estados Unidos — afirmou ele. A frente libanesa Outra exigência de Teerã é o fim dos combates no Líbano, que foi arrastado para a guerra quando o Hezbollah atacou Israel em 2 de março para vingar a morte do ex-líder iraniano, Ali Khamenei. Após uma trégua em meados de abril que nenhuma das partes respeitou, representantes israelenses e libaneses chegaram a um novo acordo esta semana em Washington, que também não conseguiu interromper as hostilidades. Neste sábado, o Exército libanês informou que um ataque israelense no sul do país causou a morte de "vários membros das Forças Armadas, incluindo um oficial". O pacto condiciona o cessar-fogo a uma "cessação total" dos disparos do Hezbollah e estipula que o Exército israelense pode manter suas operações no sul do Líbano. O Hezbollah, por sua vez, rejeitou a proposta e exigiu um cessar-fogo "global" e a retirada completa de Israel do país. Diante do fracasso desta nova trégua, o presidente libanês, que exige o desarmamento do Hezbollah, instou o Irã a não interferir em seus assuntos. — Este não é o seu país, é o nosso — declarou o presidente libanês Joseph Aoun. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, respondeu prontamente, aconselhando Aoun a concentrar seus esforços em Israel. — Salve o Líbano de seu verdadeiro inimigo, senhor presidente — insistiu ele. Os ataques israelenses ao Líbano causaram mais de 3.560 mortes desde o início do conflito, segundo os dados oficiais mais recentes. Do lado israelense, 27 soldados e um contratado civil morreram. Com agências internacionais.
Irã lança mísseis contra Bahrein e Kuwait após ataque dos EUA a radares e aumenta pressão sobre cessar-fogo no Golfo
Segundo o conselheiro militar do líder supremo do Irã, o acordo de paz depende da liberação de US$ 24 bilhões (R$ 124 bilhões) em ativos do país congelados por Washington













