Dois oficiais e um soldado do Exército libanês foram mortos em um ataque israelense contra um veículo militar no sul do Líbano neste sábado, informou o Exército libanês. O Exército israelense disse que investiga o caso. O Exército israelense disse que atacou o veículo após identificar o que descreveu como uma ameaça e receber indícios de que o Hezbollah estaria se preparando para atacar tropas israelenses a partir da região. Informou ainda que uma investigação inicial indicou que dois oficiais e um soldado do Exército libanês estavam dentro do veículo no momento do ataque. O Exército libanês disse que o ataque ocorreu na estrada Khardali-Nabatieh, a cerca de 70 km ao sul de Beirute. O Hezbollah, alinhado ao Irã, condenou o ataque, classificando-o como deliberado e parte da contínua agressão de Israel contra o Líbano. O grupo afirmou que o ataque foi resultado do que chamou de desrespeito das autoridades libanesas à soberania do país e de uma série de concessões, incluindo o que descreveu como anuência às exigências israelenses em Washington, o que, segundo o grupo, encorajou Israel. O presidente do Líbano, Josef Aoun, condenou o ataque israelense, cosiderando-o uma violação flagrante da soberania do Líbano e do direito internacional, que ameaça a estabilidade no sul do país. O Exército libanês tem se mantido em grande parte afastado das hostilidades entre o Hezbollah e Israel e não participou dos combates durante o conflito atual. A guerra começou depois que o Hezbollah abriu uma frente contra Israel em apoio ao seu aliado palestino, o Hamas, no início da guerra em Gaza, em outubro de 2023. O conflito escalou para uma grande campanha aérea e terrestre de Israel no Líbano em 2024, matando grande parte da liderança do Hezbollah e causando destruição generalizada nas regiões sul e leste do país. Um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos entrou em vigor em novembro de 2024, mas Israel continuou a realizar ataques no Líbano, alegando que seus ataques visam membros e infraestrutura do Hezbollah. As hostilidades entre Israel e o Hezbollah reacenderam em 2 de março, quando o grupo lançou foguetes e drones contra Israel, alegando que estava retaliando pelo assassinato do líder supremo do Irã no início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã. O conflito matou milhares no Líbano e deslocou mais de 1 milhão de pessoas. O governo libanês respondeu proibindo as atividades militares do Hezbollah e apoiando os esforços mediados pelos EUA para garantir um cessar-fogo duradouro. O Hezbollah rejeitou as propostas que condicionam o cessar-fogo ao seu desarmamento, afirmando que Israel deve primeiro cessar os ataques e retirar suas forças. Veículo com militares libaneses destruído após ataque de Israel no Líbano — Foto: Lebanese Army via AP