Em formato inédito, a COP31 será co-chefiada por Austrália e Turquia, países separados por milhares de quilômetros de distância. Enquanto a Austrália que se mostrar como líder climática, a Turquia quer passar a imagem de mediadora global.
A administração do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, considerado um autocrata e representante da direita radical, será a anfitriã do evento, na cidade litorânea de Antália, de 9 a 20 de novembro. Já o governo de centro-esquerda do primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, irá comandar as negociações.
A Turquia aposta no evento para se posicionar como mediador na diplomacia climática —como tentou fazer, por exemplo, na guerra entre Rússia e Ucrânia.
O Acordo de Paris determina que países desenvolvidos ajudem a financiar a adaptação climática e a mudança para a economia de baixo carbono nas nações em desenvolvimento, um dos pontos mais contenciosos das conferências da ONU.
Em comunicado lançado logo após o anúncio da sede da COP de 2026, o ministro do Meio Ambiente, Urbanização e Mudança Climática turco, Murat Kurum, garantiu seu compromisso com "uma diplomacia mais justa e inclusiva, onde nenhum país seja deixado para trás".






