Em minha estreia no GLOBO, a mesma vontade do centroavante do Brentford de fazer tudo certo Igor Thiago fez o segundo gol do Brasil contra a Croácia — Foto: Rafael Ribeiro / CBF RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 05/06/2026 - 21:57 Colunista estreia no GLOBO analisando desafios da Seleção Brasileira Em sua estreia no GLOBO, o colunista compartilha a ansiedade de escrever sobre a seleção brasileira, comparando suas dúvidas sobre a abordagem textual às escolhas táticas de Carlo Ancelotti. O amistoso contra o Egito é um teste para Igor Thiago, possível titular, enquanto o técnico busca soluções para potencializar jogadores como Vinicius Junior e Raphinha. Ambos compartilham a missão de se provar em suas respectivas áreas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Eu e a seleção brasileira temos um desafio a partir deste sábado. O amistoso contra o Egito marca a primeira vez que eu assino uma coluna de opinião, com uma missão particular de testar minha linguagem de quase 18 anos entre o microfone do rádio e as câmeras de TV, agora na mídia escrita. Enquanto Carlo Ancelotti reúne a seleção com a missão de encontrar soluções, testar possibilidades e finalmente achar um time para quem sabe voltar avançar ao menos até uma semifinal de Copa do Mundo. Em comum é que nada será definitivo a partir de hoje. As dúvidas sobre qual tom eu devo adotar no texto, se opto por uma análise mais tática ou comportamental são aquelas que deverão seguir enquanto eu estiver escrevendo minhas expectativas para todos os jogos do Brasil. Já as dúvidas de Ancelotti passam pela entrada ou não de Igor Thiago no lugar de Matheus Cunha ou Lucas Paquetá como titular no meio-campo, além das opções questionáveis da lateral esquerda, hoje entre Douglas Santos e Alex Sandro. Claro que comandar a principal seleção do mundo, que vive um jejum de títulos de 24 anos, é ligeiramente mais importante do que analisar o que essa mesma seleção poderá fazer a partir do próximo dia 13, quando estreará contra o Marrocos. Porém, defender ideias é a razão onde o cronista e o treinador profissional de futebol se encontram. Ao menos no imaginário, no campo das ideias, onde todo brasileiro — especialmente nós, os jornalistas esportivos —, na certeza dos estudos e na armadilha do ego, é um técnico de futebol em potencial. No momento nos cabe confiar que a seleção brasileira encontrará uma forma de voltar a ser competitiva numa Copa do Mundo sob o comando do treinador italiano que não parece muito disposto a renunciar ao esquema com dois volantes e quatro homens a frente. Eu, que me tornei a maior hater do futebol dos pontas em todo o mundo (pela obviedade de uma função que passou a ter pouco improviso e autonomia), reconheço que o time precisa encontrar uma melhor forma de potencializar Vinicius Junior e também Raphinha, por isso a saída de Matheus Cunha pode ser um teste interessante. Vini joga melhor quando tem espaço para progredir em velocidade e usar o drible como recurso, Raphinha tem o jogo aproximado que depende da parceria de um atacante e mais um meia para encontrar triangulações e movimentações com a bola em direção ao gol. Defendendo, o atacante do Real Madrid precisa ao menos ter mais ambição quando perde a bola, já o jogador do rival Barcelona tem mais responsabilidades defensivas. A entrada do centroavante do Brentford Igor Thiago apresenta algo que os times de Ancelotti valorizam muito, a pressão na saída de bola do adversário. Foi assim que ele ajudou no gol de Rayan, na goleada sobre o frágil Panamá. Boto a maior fé no ex-jogador do Cruzeiro. A realidade é que o Brasil chega em paz, com recursos e confiante para o grande último teste pré-Copa do Mundo. Minha expectativa é mais modesta que a de Ancelotti: eu desejo apenas encontrar bons temas e, quando possível, antecipar algumas situações em relação aos jogos do Brasil. Eu, hoje, sou um pouco Igor Thiago: cheia de vontade de fazer tudo certo para não perder a oportunidade no time titular dos brilhantes colunistas do GLOBO.