Operação do exército israelense em Gaza. Guerra no Oriente Médio — Foto: Menahem KAHANA / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 05/06/2026 - 15:37 Conflito EUA-Irã impulsiona mudanças econômicas no Brasil A guerra entre EUA e Irã impacta a economia brasileira, levando pequenas e médias empresas a reforçar estoques e buscar alternativas ao petróleo. No setor automotivo, cresce o interesse por veículos híbridos, enquanto a logística enfrenta alta nos custos. Empresas como AgilFix e CleanNew adotam estratégias para garantir suprimentos e estabilidade financeira. A produção de biocombustíveis surge como vantagem brasileira frente à crise. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A guerra dos Estados Unidos contra o Irã já dura mais de três meses e não tem prazo para acabar. Os impactos na economia brasileira estão refletidos em índices como os que medem a inflação, mas também influenciaram mudanças em pequenas e médias empresas. Com a volatilidade dos preços do petróleo e o temor de novos problemas logísticos, negócios de diferentes setores estão antecipando compras e apostando em alternativas para reduzir a dependência de derivados do petróleo. No setor automotivo, o cenário incerto e o vai e vem nos preços do petróleo começam a se refletir no comportamento dos consumidores brasileiros, que passaram a enxergar os veículos híbridos e eletrificados não mais como uma tendência distante, mas como uma solução concreta, acessível e segura para os próximos anos, explica Rachel Tsung, CEO do T-Line, grupo que reúne 13 concessionárias. Em alguns modelos híbridos, a espera já pode chegar a três meses, algo completamente diferente do cenário de 2025. - Antes existia uma resistência maior, principalmente por dúvidas sobre autonomia, infraestrutura de recarga e manutenção. Agora, os clientes entendem que o híbrido resolve justamente essa transição, porque entrega economia de combustível, tecnologia embarcada, sustentabilidade e ainda elimina boa parte das objeções ligadas aos veículos 100% elétricos. Rachel destaca ainda que o Brasil possui uma posição privilegiada nesse processo graças à liderança na produção de biocombustíveis, especialmente o etanol derivado da cana-de-açúcar. Segundo ela, a combinação entre eletrificação e biocombustíveis pode reduzir a vulnerabilidade do país às crises internacionais do petróleo e criar uma alternativa competitiva para a mobilidade do futuro. Na área de logística, o efeito dos custos também foi percebido pelas empresas. Leandro Hiebl, CEO da AgilFix, empresa brasileira especializada na fabricação de cintas reutilizáveis para amarração de cargas, explica que a escalada do petróleo pode resultar em um aumento de até 65% no preço do filme stretch, plástico amplamente utilizado para a contenção de mercadorias paletizadas. - Essa dependência do derivado de petróleo é uma ferida aberta que corrói as margens das empresas da noite para o dia. Como a empresa utiliza alguns componentes derivados de petróleo na fabricação das cintas, decidiu agir preventivamente. Segundo ele, logo no início da ofensiva, a empresa fez um aporte expressivo e comprou matéria-prima suficiente para garantir um ano inteiro de produção ininterrupta. Para tanto, a operação foi financiada parcialmente com recursos do Pronampe, aproveitando as condições de crédito e a carência de 11 meses oferecida pelo programa. Segundo o executivo, a estratégia permitiu travar custos, preservar o caixa da empresa e ampliar a capacidade de atender clientes que buscam alternativas aos insumos derivados do petróleo. Com três operações no Oriente Médio — Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos —, a CleanNew, rede de higienização e blindagem de estofados, orientou os franqueados da região a anteciparem a compra dos produtos da rede para minimizar impactos futuros nos custos e garantir melhores condições comerciais e abastecimento para a operação. Com a oscilação do petróleo, muitos franqueados passaram a aumentar os estoques para garantir preços e manter a previsibilidade do negócio. Esse movimento contribuiu para um crescimento de 250% na demanda pelos produtos da marca. Além disso, a empresa lançou uma versão em spray de seu produto, o que ajudou a ampliar a distribuição em supermercados e a diversificar as fontes de faturamento da marca.
Guerra no Oriente Médio leva pequenas e médias empresas a reforçar estoques e buscar alternativas ao petróleo
Guerra no Oriente Médio leva pequenas e médias empresas a reforçar estoques e buscar alternativas ao petróleo















