Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira, refletindo um aumento na percepção de risco no Oriente Médio após os ataques entre Israel e Irã. O recuo militar de ambas as partes aliviou parte do prêmio no barril, que encerrou o dia longe das máximas intradiárias, embora os investidores ainda mostrem algum grau de cautela com a situação, visto que o desrespeito aos acordos de cessar-fogo tem sido uma tônica desde o início da guerra. O petróleo Brent com entrega para agosto encerrou em alta de 1,25%, cotado a US$ 94,25 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI com vencimento em julho subiu 0,84%, cotado a US$ 91,30 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Os ataques entre Tel-Aviv e Teerã levaram a um aumento na percepção de risco no mercado, que refletiu-se no avanço dos preços do petróleo. O barril, porém, reverteu parte da apreciação após o presidente Donald Trump dizer que ambos os países estariam buscando um “cessar-fogo imediato”. Horas após a fala, as Forças Armadas do Irã e de Israel anunciaram o fim de operações militares iniciadas na noite de domingo. As ramificações da guerra também têm agregado complexidade à situação. Os bombardeios israelenses no Líbano seguem em voga mesmo em meio ao cessar-fogo dos países e os houthis do Iêmen afirmaram que irão proibir a navegação marítima israelense no Mar Vermelho, ampliando os desafios para o transporte global pelo Oriente Médio. Apesar da recente alta nos preços do petróleo, o valor do barril permanece bem abaixo dos picos da guerra. “O mercado tem se mostrado resiliente até agora, precificando um certo otimismo em relação à desescalada e aos fluxos alternativos”, salienta Phil Flynn, do Price Futures Group. Ainda assim, Flynn indaga se o mercado está vivendo um período de dias contados. Ele alerta para o fato de que agentes do setor, como analistas, especialistas e executivos de empresas petrolíferas, têm argumentado que o mercado está subestimando os riscos subjacentes. “Uma interrupção prolongada ou novos problemas no Estreito de Ormuz poderia desencadear picos de preços não lineares, compras por pânico e prejuízos econômicos mais amplos”, destacou.